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Rancho Folclórico de Torres Novas ficou sem músicos

Na segunda-feira, dia 12, a direção do Rancho Folclórico de Torres Novas realizou uma conferência de imprensa para anunciar que os músicos do Rancho, Paula Ribeiro e Feliciano Marques, haviam apresentado demissão.

A direção sentiu necessidade de vir a público explicar que a saída dos músicos aconteceu por decisão destes e que desde o dia 8 de novembro que o rancho se encontra sem músicos. De acordo com as informações prestadas pela direção a saída dos músicos deveu-se a um desentendimento sobre as remunerações. Joaquim Granata, Presidente do Rancho, explicou que no seguimento da eleição de 26 de outubro, onde foi reconduzido na presidência da coletividade, foi mandatado para renegociar os contratos dos músicos, que, explicou, era de 75€ por espetáculo e de 10 € por ensaios. Foram apresentadas aos músicos duas propostas, sendo a segunda melhor, mas com valores inferiores aos que vigoravam, oferecendo a direção 50 € por espetáculo e pedindo a oferta de dois ensaios. Os músicos recusaram, embora a direção tivesse apelado à sensibilidade dos músicos para as dificuldades que a coletividade atravessa, sem meios para continuar a pagar o que pagava anteriormente.

Lembrou Joaquim Granata que quando chegou à direção do rancho a coletividade estava falida e que, com trabalho e dedicação, foi conseguindo colocar as contas em dia. Contou para isso com a colaboração dos comerciantes da cidade que «foram amigos» da coletividade e ajudaram a ultrapassar as dificuldades.

Com a recusa dos músicos em aceitar o novo acordo financeiro a direção resolveu pedir-lhes que ensinassem outros para os substituir, tendo recebido outra recusa. Ora como o rancho tem um compromisso para o dia 1 de Dezembro está neste momento «”encanado”».

Joaquim Granata lamenta a saída dos músicos, principalmente do Sr. Feliciano Marques, que contava já com mais de 40 anos de atividade no rancho, a quem a direção tinha vontade de fazer uma festa de despedida no decorrer do próximo ano. No entanto, diz Joaquim Granata que esta foi uma «machadada» que não conseguiu partir a direção. Lamentou também que na rua já se soubesse da decisão dos músicos em abandonar o rancho, quando ainda a direção não tinha conhecimento. Joaquim Granata fala em «guerra interna» de antigos elementos da direção que agora que as contas da coletividade estão equilibradas querem voltar a assumir a direção, esquecendo-se, acusou, «do trabalho péssimo que fizeram» e que foram «demitidos pelos componentes». Aproveitou para lamentar também quem assume compromissos com o rancho e, passados três dias, «deixa uma carta debaixo da porta a pedir a demissão», comentando: «A coletividade que vai fazer 55 anos merecia mais respeito».

LML

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