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O palácio dos frutos secos

Todos sabemos que Portugal está por um fio e que o poder de compra baixou a olhos vistos. As câmaras municipais têm de fazer um grande esforço para que as tradições não sejam engolidas pela austeridade.

Este ano e muito bem, a feira dos frutos secos em Torres Novas realizou-se apesar da crise. Visitei-a na 5ª e na 6ª. Na 5ª fui com a minha mãe, ladeira abaixo, sob um calor intenso, porque ninguém com mais poder pensou em arranjar transportes alternativos para os dias do certame.

O local escolhido foi o Palácio dos Desportos, que tem ótimas condições para todos. Mas o que me deixou indignada e daí este meu comentário ao “ esquecimento” da nossa autarquia na deficiência do acesso. Ora vejamos: quem utiliza os urbanos, ou parava na Casa Nery, ou no Intermarché, ou na paragem junto ao Macdonalds e depois iá a pé até à feira. Claro que fazer caminhadas faz bem à saúde, mas senhora Autarquia, não se lembrou que muitas pessoas com pouca mobilidade física, não conseguem deslocar-se até lá?

Porque um evento vive do público.

Conversando aqui e ali com alguns expositores o que pagaram por cada espaço ocupado era demasiado gordo e muitos nem sequer o que vendem dará para a gasolina. Há cerca de 2 anos uma vendedora desesperada teve de ser ajudada pelos colegas, caso contrário, acabava a feira sem

1 euros no bolso.

Outra coisa que me deixou perplexa foi a não visualização dum stand da nossa Câmara Municipal. Temos tanta riqueza cultural e não só e nada exposto. Enfim.

Também não vi praticamente ninguém da loja do artesanato.

Penso que a feira dos frutos secos não deve parar, mas sim continuar em local fixo e não afastada da cidade como aconteceu este ano. Porque assim é a cidade e o seu comércio tradicional que perdem.

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