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Victor Biscaia deixa o cargo de Provedor da Misericórdia

Victor Biscaia, o Provedor da Misericórdia, anunciou a sua saída na semana passada. Garante que não bate «com a porta», o que sucede é que teve uma oportunidade a nível profissional que o vai obrigar a ausentar-se do país e teve mesmo de a «aproveitar» e explica, «ou era agora ou depois já não seria possível». Adquiriu uma participação num grupo de empresas no estrangeiro e esse grupo, para ceder essa participação, pôs como condição a presença de Victor Biscaia no Conselho de Administração do grupo, tornando muito difícil a sua continuidade à frente da Misericórdia de Torres Novas.

Sobre os projetos que estão em curso os dois lares estão terminados, estando na fase da vistoria. As intervenções foram relacionadas com a segurança, o que obrigou a refazer todo o sistema eléctrico da Casa de Repouso de S. Gião e Casa Azevedo Mendes. Em simultâneo estas duas valências sofreram obras de melhoramentos e as casas ficaram «totalmente remodeladas», garantiu o Provedor.

A Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas fica «arrumada em termos administrativos e financeiros», explicou também Victor Biscaia. Foram introduzidos mecanismos que permitem avaliar o desempenho mensal da Instituição no início do mês seguinte, sendo assim possível fazer as correcções necessárias «num curto espaço de tempo». Com alguma satisfação explica o Provedor «quem quiser continuar o trabalho terá a casa arrumada». A esta “arrumação” acrescenta-se ainda a contratação dos serviços de um Revisor Oficial de Contas, o que será um garante de que «”as coisas” são feitas com o rigor necessário e no estrito cumprimento das normas em vigor».

Do trabalho que ficou feito destaca a reorganização com o pessoal, sublinhando «aquilo que era necessário corrigir foi feito de acordo com aquilo que a Mesa Administrativa detetou ser necessário fazer». Esta reorganização não foi fácil e implicou «a mudança da forma de funcionamento da Santa Casa, tanto em termos de processos como, em alguns casos, da imputação de recursos humanos a cargos / funções, o que implicou a nomeação de pessoas para lugares de responsabilidade». Sem rodeios acrescentou a propósito das alterações, «quando se mexe em interesses instalados e lugares de chefia há sempre quem não goste. E por isso é que é mais fácil fazer de conta de que não se vê do que encarar os problemas e resolvê-los. Mas essa nunca foi a nossa postura aqui dentro», assegurou.

Luís Miguel Lopes

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