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«Não há dinheiro»

A reestruturação do CHMT, a falta de dinheiro para obras e a reorganização autárquica em curso foram os assuntos que dominaram a assembleia municipal de segunda-feira, dia 27 de Fevereiro.

Joaquim Madeira, do BE, levou à assembleia municipal a questão do «supostamente» entendimento alargado dos autarcas do Médio Tejo para a reestruturação que está em curso no Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Mais tarde o Presidente da Câmara criticaria o BE porque não estaria a respeitar a moção sobre o CHMT da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, onde têm assento todos os presidentes de Câmara que pertencem ao órgão. Para António Rodrigues o “entendimento alargado” tem legitimidade naquele órgão. Já sobre a reestruturação do CHMT disse «prefiro perder os anéis do que perder os dedos», alertando que a verdadeira batalha do CHMT é para que mantenha as três unidades abertas e não se há serviços que são transferidos de um lado para o outro. E depois lembrou «temos cinco hospitais num raio de 50kms» elogiando por mais que uma vez a atitude de diálogo do Engº Joaquim Esperancinha. Disse ainda que o Presidente do Conselho de Administração falou em ter cá duas ambulâncias – cada uma custou 500 mil euros – com SIV (Suporte Imediato de Vida) que «já cá estão»

Ana Tomé, da CDU, alertou para o aumento do número de famílias carenciadas no concelho, dizendo que há cada vez mais pessoas a necessitar de ajuda, aproveitando para informar que a CDU é contra o que designa por “Passaporte dos Pobres” que se está a preparar para controlar as pessoas que recorrem à ajuda, entendendo que a medida «estigmatiza as pessoas».

Pedro Ferreira responderia mais tarde, recusando a ideia de que haja um “Passaporte dos Pobres”. Explicou que a rede social é constituída por 60 entidades e que se começou a constatar que «há abusos» e que houve necessidade de realizar um controlo, pois havia famílias que tinham duplicação de apoios enquanto outras ficavam sem apoio nenhum por se esgotarem os recursos.

«Não há dinheiro»

Às várias questões lançadas pelos deputados municipais a resposta dada por António Rodrigues, o Presidente da Câmara, foi invariavelmente a mesma «não há dinheiro». António Nobre, do PSD, alertou para a entrada de Torres Novas, entre o nó da A23 e a rotunda de acesso à cidade, em que o troço está em péssimas condições. Manuel Ramos, Presidente da Junta de Lapas (CDU), falou novamente na estrada do Alto das Pedreiras, Henrique Reis apelou para a situação das estradas em Pena e Casal da Pena e outros deputados também falaram em caminhos e melhorias e a resposta era só uma «não há dinheiro» e que obras «só com o apoio comunitário».

LML

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