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Médicos da Costa Rica continuam à espera

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Queremos «trabajar» disseram Sócrates Vargas Naranjo e Lurde León Montero, dois dos médicos da Costa Rica que vieram para Torres Novas e que acederam falar a “O Almonda”. A semana passada o grupo de médicos que espera pela autorização de trabalho foi notícia a nível nacional. Todas as televisões expuseram o caso, denunciando-o, numa altura em que o país se debate com a falta de médicos.

«Nós temos que ficar. Deixámos o nosso trabalho lá», começou por explicar Sócrates o drama que está a viver. Na Costa Rica trabalhava há seis anos para o Estado e tinha um lugar seguro. Resolveu vir “à aventura” para a Europa e nunca pensou que iria cá chegar e ter de ficar à espera. «Se retornarmos à Costa Rica não temos nada à nossa espera. Viemos para Portugal para que esta fosse a nossa casa e para aqui fazer a nossa vida e agora temos esta confusão».

A “confusão” é esta: Os médicos costa-riquenhos têm estado à espera que seja ratificado um convénio de reciprocidade entre o Estado da Costa Rica e o Estado Português. O processo dura há três meses e promete ainda se arrastar pelo tempo. O ministério dos negócios estrangeiros tem de entrar em contacto com o ministério homólogo para pedir que seja feito um convénio. Só depois disso é que a documentação seguirá por mala diplomática para Portugal e uma vez cá chegados, os documentos serão encaminhados para o ministério da Saúde e deste seguirá para a Ordem dos Médicos. Só nessa altura, quando a Ordem dos Médicos autorizar é que os médicos poderão começar a trabalhar. Até lá terão de esperar.

E enquanto esperam os médicos passam os dias por Torres Novas. De manhã vão ao Centro de Saúde apresentar-se para “picar o ponto” e ajudam a analisar alguns dados. Depois, uma vez que não podem trabalhar, passam o tempo a estudar português, a praticar desporto e a conhecer um pouco melhor a sociedade onde se vão integrar. Disse a esse propósito Sócrates «um médico que não conheça o seu povo não pode conhecer a saúde desse povo».

Luís Miguel Lopes

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