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Onda de assaltos na Cidade

Na verdade os nossos comerciantes andam preocupados com a onda de assaltos que têm acontecido na Cidade. E apesar da maior parte dos roubos não terem grande expressão a nível de euros que os marginais possam ter levado, contudo os prejuízos são sempre maiores por aquilo que eles partem para entrar nos estabelecimentos. Todos afirmam que a cidade não tem o policiamento necessário com a sua dimensão, particularmente à noite. E defendem que o policiamento no centro histórico devia ser feito a pé e não de carro como acontece. Daí fazerem um apelo a quem de direito para que a cidade, à noite, possa ser mais segura. Muitos munícipes nos têm dito que têm medo de sair à noite. Particularmente donas de casa, porque sentem uma falta de segurança nas artérias principais da cidade, porque não conseguem ver um Polícia sequer. Somos do tempo em que a chave de casa, ficava na fechadura do lado de fora e nada acontecia. Saíamos à rua e com facilidade encontrávamos Polícias pelas ruas, sem esquecer os guarda-nocturnos que muitas terras possuíam. Era uma vigilância mais apertada, a Polícia tinha mais força e não era desrespeitada por cidadãos que lá por terem liberdade julgam-se no direito de fazer aquilo que muito bem entendem sem serem punidos como deviam, porque a República não tem as leis necessárias para defender o cidadão e a Polícia. Que muitas vezes e mercê da carga burocrática que existem fica no tribunal a preencher papéis, enquanto o marginal sai em liberdade, apesar de poder ir a tribunal mais tarde. É urgente rever o Código Penal, o primeiro passo, para depois acabar com tanta burocracia que ainda existe, esse seria o passo seguinte. E a propósito de burocracia e agora que muito se fala na redução de juntas e freguesias, para que servem atestados para isto ou para aquilo, que só complicam a burocracia? Há que alterar radicalmente todos estes processos da burocracia. Agora que já se faz a receita electrónica, porque razão não se utiliza este critério para muitas outras coisas. Se este País acabar com 50% da burocracia existente, estamos certos que o Estado poupará ao fim do ano muitos milhões de euros. E é uma medida tão simples. Basta fazer mais um decreto. Por outro lado estes assaltos também estão relacionados com a impunidade que grassa no País. O que desmobiliza um pouco, as forças policiais que arriscam a vida na sua missão e depois sentem-se frustrados por tudo aquilo que acontece a seguir. Falou-se, em tempos, na Polícia Municipal. Mas até ao momento, nada aconteceu…

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