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Passos Coelho vai ser o novo primeiro-ministro

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Os resultados nacionais

 

Os resultados nacionais não deixam dúvidas a ninguém. O país quis a mudança e Sócrates percebeu o “recado”, apresentando a demissão e deixando espaço para que dentro do PS se faça uma renovação. Passos Coelho já admitiu que irá tentar governar em coligação com o CDS/PP, partido que voltou a subir nestas eleições legislativas, tendo ganho mais três deputados. Entretanto Cavaco Silva já terá convidado Passos Coelho para formar governo ainda antes da saída dos resultados oficiais, no próximo dia 15 de Junho, pois Portugal tem compromissos urgentes a cumprir.

 

Quem ouviu os discursos da noite eleitoral saberá que não foram de triunfalismo, tanto o PSD como o CDS optaram por uma toada mais apaziguadora, pois sabem que num futuro próximo algum entendimento terá de existir com a futura liderança do PS. Há alterações à Constituição que se vislumbram no horizonte e que só poderão acontecer com o apoio dos socialistas, pois são necessários dois terços da assembleia para que estas aconteçam.

 

O Bloco de Esquerda foi o partido mais penalizado nestas eleições, estando agora em “reflexão”, como já indicaram os seus dirigentes. De 16 para 8 deputados o BE perdeu 50% dos seus eleitos na Assembleia da República. Essa derrota, numa altura em que os analistas prevêem algum confronto social para um futuro breve, por força das medidas da “troika”, indiciam que os portugueses não se reviram no discurso do BE e que compreendem que as “contas” terão de ser acertadas.

 

A CDU, com a sua base “certa”, não fugiu aos resultados “do costume”, conseguindo até subir de 15 para 16 deputados, e por causa da hecatombe no BE, voltou a ser a quarta força política com assento na Assembleia da República.

 

Uma palavra final para a abstenção, desta feita sem casos conhecidos aos que se viveram nas presidenciais, com o cartão do cidadão. O alheamento de grande número de eleitores da vida política há muito que acontece na democracia portuguesa. Não votar é também um direito. Mas a expressão desse descontentamento, ou melhor, desse alheamento é cada vez maior e sintomático. Os portugueses acham que é “tudo o mesmo” entre os políticos, esquecendo-se por vezes que não votando deixam que outros decidam por eles.

 

Luís Miguel Lopes

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