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Portagens estão suspensas, mas trabalhos continuam

 

Apesar da introdução de portagens nas SCUT ter sido suspensa após o governo cair, os trabalhos de instalação de pórticos continuam. Depois do Movimento Pró IP6 ter levantado a providência cautelar que obrigava a suspensão de trabalhos, as obras continuaram a avançar. Os principais partidos (PS e PSD) já expressaram a sua intenção de cobrar portagens nestas vias quando for eleito o novo governo, mas um representante do Movimento Pró IP6 espera que, caso o PSD vença, os deputados que se manifestaram contra a introdução de portagens mantenham a sua posição, o que poderia colocar em causa uma possível cobrança. Já a Comissão de Utentes da A23 acredita que esta será uma das primeiras medidas a aplicar pelo novo executivo, seja ele qual for.

 

A Comissão de Utentes da A23 entende que o Movimento Pró IP6 apenas veio dividir a força da luta contra as portagens. Tendo em conta que as Vias Sem Custo para o Utilizador se manteriam sem custos enquanto “não houvesse vias alternativas” e “o índice de custo vida se mantivesse abaixo do nível nacional”, a Comissão de Utentes alerta para a possibilidade de ser apenas o troço entre a Zibreira e Abrantes a ser visado com portagens. “O índice de custo de vida mais elevado no troço da A23 é aqui nesta região e até o tráfego aqui é bastante superior ao que se verifica depois de Abrantes”, pelo que a Comissão assume a importância da luta contra as portagens se aplicar a todo o troço da A23. Tendo o governo invocado “interesse público” na introdução de portagens, a Comissão afirma que a principal forma de combate deve ser um “movimento de utentes para dar cumprimento à constituição no desenvolvimento equilibrado do país” e que “numa democracia a via jurídica não é a única forma de participação democrática”.

 

João Rodrigues

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