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A programação do Virgínia

 

O catálogo trimestral que a direcção do Virgínia habitualmente apresenta e onde dá a conhecer à comunidade torrejana os espectáculos já programados para estes três meses, já nos chegou às mãos. E é sempre com interesse que olhamos para esta programação e sentimos que a linha traçada há vários anos, continua o mesmo caminho cultural. A música, o teatro e o cinema, são as três vertentes por onde gira toda a programação. Uma parte dos espectáculos anunciados – o mês de Janeiro está quase cumprido – estão inseridos numa modernidade actual, com novas mensagens, ritmos e formas teatrais que nos colocam questões concretas de ontem, hoje e do futuro.

 

Apesar de uma parte dos espectáculos serem dirigidos a um público jovem – eles são o futuro –, o público adulto e interessado por questões culturais, tem aqui uma excelente oportunidade de ver concertos musicais de nível internacional, estamos a lembrar-nos de John Cale’s Band, dia 26 de Fevereiro, com excelentes referências na imprensa portuguesa; de ver cinema de qualidade, com o filme de João Botelho, «Filme do Desassossego», no dia 8 de Fevereiro; e também o clássico filme do cinema francês, de Jacques Tati, «Há Festa na Aldeia», dirigido particularmente para os Lares da Terceira Idade e Centros de Dia.

 

Das Artes que já anunciámos, faltou-nos a Dança, que também tem o seu espaço de beleza e de interpretação e a «Bela Adormecida», dia 26 de Março, é um belo exemplo, pois reúne dança, teatro e música, uma trilogia vivida por artistas com mais de 60 anos e que nos colocam com a questão pertinente e actual, de que o tempo não é exclusivo duma geração. Pertence a todos aqueles para quem a vida continua a ter um sentido, independentemente da idade.

 

Uma palavra ainda para o «Teatro Meridional», dia 19 de Março e «Beautiful People», um olhar profundo sobre a pessoa com deficiência. Também merece uma referência o documentário «Maria Lucília Moita: Imenso Mundo de Dentro», de Mariana Castro, dia 2 de Março, que é uma espécie de homenagem à pintora Maria Lucília Moita, e que vai estar presente e os dois realizadores.

 

Os torrejanos têm na programação do Virgínia, várias opções e preferências e devem fazer a sua escolha marcando presença nas sessões em que possam estar presentes, porque também é uma forma de valorizar estas sessões e mostrar que a cidade tem um público interessado em evoluir culturalmente. O frio que tem feito em Torres Novas e no País, também pode ter afastado alguns espectadores com idade mais avançada. Mas os jovens não podem deixar de participar nestes eventos culturais porque necessitam de mais bases para a sua formação.

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