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Entrevista com Francisco Canais Rocha

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“A felicidade depende da nossa relação com os outros”

 

“Aprendi novo que a felicidade depende da nossa relação com os outros. Quanto mais damos, mais recebemos. Também desde novo norteei a minha vida de forma a ser útil aos outros. Foi assim na minha vida profissional, política, sindical e associativa.”

 

Assim começou uma conversa, toda ela guiada pela humildade e simplicidade de um homem sábio e vivido, que afirma que a amizade e a solidariedade, são sem dúvida os valores mais altos que se impõem na relação com os outros.

 

Francisco Canais Rocha nasceu no dia 17 de Janeiro de 1930. Na área dos estudos seguiu uma das suas paixões: a História. Tendo-se licenciado nesta disciplina no ano de 1981, pela Faculdade de Letras de Lisboa.

 

No seu escritório, saltam à vista, depois da imensidão de obras literárias, dois bustos: Alexandre Herculano e Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido por Che Guevara, simbolizando as suas paixões: a já referida história e a revolução.

 

Apaixonado pela leitura, recorda as suas precoces idas à Biblioteca, onde desde muito cedo, se interessou pelas então chamadas revistas de guerra e pelas áreas de história, psicologia e sociologia.

 

“Na altura só se entrava na escola com sete anos, entrei em Outubro, já quase com oito. No final da escola eu e um grupo de rapazes íamos para a biblioteca. E, quando a terminei, aos onze anos, fui trabalhar para uma oficina de marcenaria, mas no fim do trabalho lá ia à Biblioteca buscar livros que trazia para casa para ler.

 

Havia lá uma colectânea de vinte volumes da História Universal dos anos 70 e 80 do século XVIII. Li-os a todos.

 

O interesse pela vida política começou pela mesma altura. Gostava de ler as então chamadas revistas de guerra, que relatavam a situação dos países que estavam envolvidos na Segunda Guerra Mundial,” recorda Francisco Canais Rocha.

 

A estas, junta-se a leitura assídua do Diário de Notícias que se prolonga até hoje. “Era eu que levava as notícias aos meus colegas de trabalho que habitualmente liam antes jornais de desporto. Ia todos os dias ao Largo da Botica comprar o Diário”, recorda.

 

Célia Ramos

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