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Sobe e Desce para 2011

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Os portugueses vão ter o custo de vida bastante agravado este próximo ano. “O Almonda” fez um pequeno estudo onde procura reunir as principais fontes de agravamento do custo de vida, tanto a nível nacional como a nível local.

 

Embora aqui se mencionem apenas alguns dos factores que sofreram alterações, pode-se constatar que na generalidade as descidas são constituídas por fontes de rendimento, enquanto a maioria das subidas são de fontes de despesa. Isto significa que para além do aumento do valor dos produtos, muitos portugueses contarão ainda com a redução do dinheiro disponível para a compra dos mesmos.

 

Bens e serviços usados diariamente pelos portugueses, como os transportes, água, luz e pão, vão sofrer aumentos. No entanto, estes aumentos vão ser agravados pelo aumento do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) de 21% para 23%, aumentando o preço numa variedade enorme de produtos que servem diariamente a população portuguesa. Recorde-se que há apenas 8 anos esta taxa se encontrava nos 17%, aumentando 6% neste intervalo de tempo. Esta subida equivale a dizer que todos os produtos com este imposto estão 6% mais caros, acrescentando-se ainda a natural taxa de inflacção.

 

A diminuição de apoios sociais agrava-se com o aumento do custo de vida e a previsão do aumento de desemprego. O fraco aumento no valor da reforma, os cortes no abono de família, RSI e subsídios de  desemprego não reflectem o aumento do custo de vida que se irá traduzir. Assim como o aumento de 475 para 485€ do salário mínimo não reflectem as verdadeiras necessidades dos que estão limitados a este ordenado. Já os trabalhadores da função pública podem esperar um corte nos salários de 3,5 a 10%.

 

Para além dos agravamentos a nível nacional, o povo torrejano conta ainda com alguns aumentos a nível local. Sendo assim, a atribuição de portagens na A23, o estacionamento pago nalguns locais da cidade e a criação e aumento de taxas municipais, levam a mais um agravamento na carteira.

 

João Rodrigues

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