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História do Centro de Assistência Paroquial de Pedrógão em livro

 

“Centro de Assistência Paroquial de Pedrógão – Percurso de uma Instituição de Solidariedade (1950 – 2010)”, de Maria Isabel Geada é um livro que narra a épica história da boa vontade no Pedrógão. O livro foi apresentado pela autora e pelo Pe. Mário Taglialatela, o Presidente da instituição, no Domingo, dia 29 de Agosto, perante uma sala cheia de amigos e bem feitores.

 

Contou Maria Isabel Geada a “O Almonda” que o livro surgiu a pedido do Pe. Mário Taglialatela com o propósito de assinalar os 60 anos do Centro. Aceite o desafio a autora pesquisou todas as fontes que tinha ao seu dispor, desde os arquivos da casa, a testemunhos vivos, como às peças jornalísticas saídas em “O Almonda” na época, para levar a bom porto a tarefa. Recorda o livro como o Pe. Abílio pediu uma casa emprestada em 1950 para dar apoio às crianças da aldeia e como também ele, com ajuda de voluntários, fez nascer aquela instituição.

 

Em 1953 a casa foi comprada por 90 contos, tendo também sido comprado na mesma altura um terreno anexo. O Pe. Abílio, que também marcou presença no lançamento do livro, contou a “O Almonda” porque razão se lançou a fazer aquela obra. Disse que naquele tempo o Pedrógão tinha muitas famílias que migravam, fosse para Lisboa ou para o estrangeiro. Deixavam para trás os pais e os irmãos e vinham à terra de tempos a tempos, trazendo alguns víveres que julgavam durar até uma próxima visita. Acontecia muitas vezes que esses víveres não chegavam e que as pessoas no Pedrógão passavam muitas vezes fome. Foi por isso que o Centro nasceu, por causa da pobreza. O Pe. Abílo ia a Torres Novas às mercearias e pedia «aqui e acolá», pedindo também muitas vezes na Farmácia Lima as amostras dos medicamentos para o posto de primeiros socorros que existia no Pedrógão.

 

Guilhermina Pacheco, que se encontrava sentada ao lado do Pe. Abílio, não se cansou de o elogiar, testemunhando muitas das dificuldades e conquistas daqueles anos, e recordou os 10 anos que o Pe. Abílio passou no Pedrógão, «foram dez anos cheios e com muitas iniciativas», completando, «foi o homem que começou a dar vida ao Pedrógão», e justifica a afirmação, «todos os que trabalharam com ele ganharam capacidade para se desenvolver e ter um futuro».

 

Luís Miguel Lopes

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