Não há vagas para todos na Escola Manuel de Figueiredo
23 de Julho de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Na Escola Manuel de Figueiredo há este ano quatro novas turmas de 7º ano, o número máximo que a Rede Escolar autoriza, segundo explicou a “O Almonda”, o Director Paulo Renato. Este estrangulamento na entrada de novos alunos obrigou a que fossem encontradas outras alternativas para que os alunos pudessem prosseguir os seus estudos.
No ano passado a escola tinha nove turmas de 6º ano e agora só tem quatro de 7º ano, o que teve por resultado a saída deste estabelecimento escolar de cinco turmas. A maioria dos alunos foi transferida para a Escola Maria Lamas.
Como as vagas na Artur Gonçalves estão esgotadas estes alunos acabam por ir para a Escola Maria Lamas. A principal razão desta transferência para aquela escola prende-se com a capacidade instalada ali disponível. A Escola Manuel de Figueiredo tem toda a sua capacidade instalada preenchida, com cerca de 25 turmas e um número estimado de alunos a rondar os 600. Apenas por desistência de algum aluno é que alguém poderá agora ali entrar (no 7º ano) e a transferência a acontecer terá de se realizar até ao início das aulas em Setembro.
A propósito do processo de matrículas “O Almonda” procurou saber junto do Director da Escola, Paulo Renato, como é que este tem decorrido, tendo o director garantido que tem decorrido «normalmente» e que a escola «seguiu a legislação em vigor e respeitou as directivas da Rede Escolar», adiantando ainda que «todas as situações que nos apareceram tiveram resposta de acordo o que está previsto na lei».
Pese toda a transparência do processo ele é um pouco confuso. Alguns Pais têm reclamado junto dos serviços, manifestando alguma incompreensão e insatisfação por o seu filho não ter sido aceite na Manuel de Figueiredo. No entanto Paulo Renato insiste em explicar que a escola fez «a afixação das listas dos alunos aceites e os critérios que foram aplicados» e ainda «informou por escrito os alunos que viram os seus processos de transferência recusados para outras escolas».
Luís Miguel Lopes
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