Taxistas intitulam-se “Somos os Sem Abrigo”
23 de Julho de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Em Junho do ano passado a Câmara Municipal de Torres Novas estudava qual seria a melhor alternativa à nova localização da praça de táxis, uma vez que, para a rua do Nogueiral (junto à rodoviária), estava previsto o surgimento de novas lojas, no Edifício Galinha. Assim sendo os taxistas foram “convidados” a sair do seu espaço habitual. O espaço servia de estacionamento, junto ao muro da rodoviária na Avenida dos Bombeiros Voluntários, foi a solução mais viável encontrada.
O projecto foi apresentado na altura aos taxistas pelo vice-presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira tendo sido bem aceite pelos taxistas. E mesmo com a reclamação dos moradores que em abaixo-assinado alegaram que a instalação da praça de táxis naquele local iria piorar o crónico problema da falta de estacionamento naquele lugar irá agravar-se, os taxistas mudaram-se de armas e bagagens, ressalvando que estivessem reunidas as condições adequadas para o exercício das suas funções, nomeadamente o telheiro que é, na sua opinião indispensável.
Em 6 de Janeiro de 2010 os carros de aluguer ocupam a actual localização. Passou o Inverno, com dias de chuva torrencial, e veio o Verão em que “houve um dia que o carro marcava 49 graus”, afirma um taxista.
Perante este cenário, as queixas e os lamentos sucedem-se. “Não estamos contra a Câmara, mas há que ver como é que os negócios são feitos. O Sr. Galinha quis ali investir mais uns milhões e os taxistas que saiam. Nós já lá estávamos. Alguém respeitou isso? Primeiro criavam-se aqui as condições dignas para aqui podermos trabalhar e depois então faziam a mudança.”
Sem nomes e sem rostos, os taxistas não se conseguem calar, tal é grande a indignação.
“No Inverno, passamos horas a fio dentro do carro sentados, porque não podemos estar cá fora com chuva torrencial. Quando chega um cliente, molha-se ele, molha-se3 a sua bagagem, e mollha-se o interior do carro, e é este serviço que não é assim tão barato, que temos para oferecer!” Dizia alguém.
Célia Ramos
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