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130Km/hora na Avenida da Liberdade

 

Acerca do grave acidente rodoviário que aconteceu no dia 27 de Novembro na Avenida da Liberdade, em Lisboa, tive oportunidade de dar a minha opinião neste jornal, edição de 30 de Abril, com a esperança que desta vez alguém desse a mão à palmatória no sentido de assumir as culpas pelo acontecido e para que casos destes não voltassem a acontecer. Pura ilusão. Puro engano. Ficou tudo como antes. Quartel-general em Abrantes, como jornais recentes relatam.

 

Segundo o JN de 8 do corrente, “O militar da GNR que conduzia a viatura de Mário Mendes é considerado pelo Ministério Público o único culpado pelo acidente que deixou ferido com gravidade o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, em Novembro do ano passado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.”

 

Segundo o Público do mesmo dia “A investigação determinou que o motorista, militar da GNR, seguindo em”marcha de urgência, violou grosseiramente regras de circulação estradal, ignorando designadamente a obrigação de parar no sinal vermelho, pondo assim em perigo terceiros” e acusa-o pelo crime de condução perigosa de veiculo.

 

Não é acusado dos crimes de ofensa à integridade física negligente porque as vitimas (os restantes feridos no acidente) não apresentaram queixa…”

 

A Justiça decidiu assim face às provas do inquérito entretanto elaborado pelas entidades competentes. Mas a ACA-M, Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, não concordando com os resultados constituiu-se em Março último assistente no processo precisamente para assegurar uma investigação cabal dos factos e responsabilidades. Por sua vez a “ASPIG (Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda) apoia a denúncia pública da ACA-M. A ASPIG que tem lutado contra estes abusos dos detentores do poder, está solidária com o seu camarada que é militar da GNR”, segundo o Comunicado conjunto da ACA-M com a ASPIG de 08.07.10, publicado no site da primeira com o titulo O Mexilhão É Que Se Lixa”.

 

Pouco mais há a dizer. O carro ia a 130 à hora num sítio onde não se pode andar a mais de 50. Os senhores que iam no carro iam atrasados para a tomada de posse dos novos Governadores Civis que aconteceu no MAI. Mas o motorista é que foi considerado culpado.

 

É caso para se dizer que o título do Comunicado conjunto da ACA-M com a ASPIG é bastante elucidativo: “O Mexilhão É Que Se Lixa”.

 

Afinal, é sempre assim. Não devia ser, mas é.

 

Até quando?

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