Centro Hospitalar do Médio Tejo prepara cortes nas despesas
2 de Julho de 2010. Etiquetas: Sociedade.
“Medidas para uma gestão mais eficiente” apontam para redução do número de camas e de “reajuste” do pessoal de enfermagem e auxiliar.
Chegou esta semana, na segunda-feira, dia 28, à redacção de “O Almonda” uma “nota interna” do Centro Hospitalar do Médio Tejo que promete vir a causar mais alguma polémica em torno daquela instituição.
Esta informação é emanada do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo para as direcções de unidade, directores de departamento e directores de serviço onde apresenta uma série de medidas, algumas serão de certeza bastante impopulares, para que se consiga fazer uma «contenção/racionalização» no âmbito das iniciativas adoptadas pelo Ministério da Saúde.
Diz a “Nota Interna” que as medidas agora anunciadas foram aprovadas na reunião de 16 de Junho e que elas irão exigir «mudanças comportamentais». Entre as medidas está a racionalização de medicamentos, ajuste das remunerações das triagens médicas, redução do número de camas com reajuste do pessoal de enfermagem e auxiliar, centralização da esterilização dispersa pelas três unidades (Torres Novas, Tomar e Abrantes) e centralização da patologia clínica, entre outras.
Na área logística há também medidas a implementar, onde ressaltamos duas que visam o impedimento de novas admissões, incluindo as de substituição (salvo situações excepcionais autorizadas pelo Conselho de Administração), impedimento de horas extraordinárias, incluindo prevenções entre as 8 e as 20 horas.
O prazo para implementação destas medidas é de três meses.
Luís Miguel Lopes
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