«Vamos buscar médicos ao estrangeiro»
2 de Julho de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Na segunda-feira, dia 28, na reunião da Assembleia Municipal de Torres Novas, António Rodrigues, o Presidente da Câmara, fez um anúncio que surpreendeu. Declarou que está na disposição de ir a Cuba buscar médicos para o concelho para suprir as carências. Fez ainda mais, convidou o Dr. Manuel Ligeiro, da bancada da CDU para o acompanhar.
O anúncio apanhou toda a assembleia de surpresa e ainda mais ficou com o convite ao Dr. Manuel Ligeiro da bancada da CDU, um homem que conta no seu currículo com anos de experiência de gestão hospitalar. Antes deste anúncio António Rodrigues explicou que há dois meses que espera por uma audiência com o Secretário de Estado da Saúde, mas reconheceu que o problema número um, e que é transversal ao país, é a falta de médicos e que os que existem «não podem ser obrigados a vir para Torres Novas ou outra terra». Logo a solução «é ir buscar médicos ao estrangeiro e a Câmara pagar-lhes. Não há outra hipótese».
Voto de pesar por José Saramago
Por proposta do PS e da CDU a Assembleia Municipal realizou um voto de pesar, respeitando um minuto de silêncio, pelo falecimento do prémio Nobel José Saramago, escritor que várias vezes fez referência ao rio Almonda nos seus livros.
Encerramento de Escolas
Susana Gaspar, da CDU, perguntou que escolas do concelho é que irão fechar. António Rodrigues, bem ao seu estilo observou, «ninguém pergunta o que é que vai abrir, e até percebo, porque é mais fácil ir pela negativa». Depois, respondendo à questão não podia ser mais claro, «tudo farei para que as escolas sejam encerradas, até à última, pois estamos a fazer Centros Escolares por alguma razão». Depois deixou no ar um convite a que se efectue uma visita a todas as obras em curso, para que os deputados municipais se possam inteirar do que está a ser construído. Por fim recordou, «está-se a cumprir a “Carta Escolar” que aqui foi aprovada» e rematou a questão, «as escolas fecham porque as crianças vão para os Centros Escolares».
Luís Miguel Lopes
Ler mais na edição impressa.




