Multidão de fiéis participou na Procissão dos Padroeiros
2 de Julho de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Na noite do dia 29 de Junho viveram-se momentos de fé e de verdadeira comunhão. O ambiente estava preparado para a celebração da Eucaristia na parada da Escola Prática de Polícia. Os andores estavam floridos e “vaidosos” para transportar as imagens dos santos padroeiros, os das paróquias da cidade e os das várias igrejas não paroquiais.
Nesta noite, como já vem sendo hábito, as comunidades organizam-se em grupos, alindaram os andores, que trazem os padroeiros e os estandartes para participar numa das celebrações que reúnem maior número de fiéis nesta cidade. Há quem tenha apontado a presença de três mil pessoas.
Na homilia presidida pelo Pe. Carlos Ramos, o sacerdote não se esqueceu de fazer uma alusão à capacidade de fazer escolhas. Recordemos que na mesma hora em que decorria a celebração jogava a Selecção Portuguesa no apuramento para os quartos finais. “Na medida em que vamos fazendo opções vamos enriquecendo a nossa formação”. Assim falava o Pároco, a propósito da escolha feita pelos presentes que optaram por participar nesta celebração festiva no dia em que a Igreja celebra os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. “Na vida podemos sempre optar. Ou pela verdade ou pela falsidade, ou pelo empenhamento ou pelo desleixo.” Disse.
Numa celebração concelebrada pelo Pe. Borges, um sacerdote natural de Carvalhal de Aroeira, e pelo Padre Hilário, o Pe. Carlos Ramos fez ainda um balanço à formação de adultos que foi feita ao longo do ano, e que desta forma, contribuiu para cristãos mais empenhados e comprometidos.
Por fim, um apelo à esperança e à alegria. “A fé vive-se no nosso quotidiano. Somos templos do Espírito Santo, e por isso temos de ser pessoas de esperança. É importante que a nossa fé seja a força e a esperança na prática do bem e da verdade. Se formos fiéis à fé, seremos mais solidários uns com os outros. É preciso que levemos aos irmãos a alegria da nossa fé. Jesus confia-nos a missão pela fé, de sermos homens e mulheres felizes”, concluiu o sacerdote.
À saída da procissão que terminou muito depois das 23 horas, havia alecrim pelo chão e colchas às janelas. A multidão ia-se avolumando à sua passagem. As pessoas que transportavam os andores iam-se revezando, numa atitude de fé e devoção para com o seu Santo Padroeiro.
Percorrido o longo percurso, numa manifestação de fé fora das portas do templo, a celebração terminou no largo do Edifício de S. Pedro. Aos estandartes seguiam-se os doze padroeiros num círculo que se completava com o mar de fiéis.
Antes da bênção final, o Pároco agradeceu a todos os presentes e os que contribuíram para a realização desta celebração festiva de fé e comunhão comunitária.
Célia Ramos
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