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Gestão do Centro Hospitalar do Médio Tejo preocupa Câmara

 

As notícias que dão conta de um resultado negativo, relativo a 2008/09, na ordem dos 25 milhões de euros do Centro Hospitalar do Médio Tejo preocuparam a Câmara de Torres Novas. Carlos Tomé, o vereador da CDU, levou o assunto à reunião de Câmara que na pessoa do Presidente, António Rodrigues, subscreveu as preocupações do vereador.

 

No período antes da ordem do dia o vereador da CDU alertou para as notícias que dão conta de um resultado negativo do Centro Hospitalar do Médio Tejo, na ordem dos 25 milhões de euros, soma que, observaria António Rodrigues mais tarde, «é maior que a dívida de algumas Câmaras, e essas fazem obra, o que não parece ser o caso do Centro Hospitalar». Carlos Tomé reconhece que o papel da Câmara «é reduzido», mas entende que tudo o que diz respeito à vida da comunidade a Câmara tem o dever de se inteirar e que o deverá fazer no caso do Centro Hospitalar do Médio Tejo.

 

António Rodrigues diria mais tarde que «efectivamente parece que as coisas não andam bem» e que na qualidade de Presidente do Médio Tejo já terá pedido uma audiência à ministra da Saúde, não tendo ainda sido atendido. Disse com preocupação que no CHMT há «falta de comunicação e de entendimento».

 

Por sua vez o vereador do PSD, João Sarmento, disse que o que se passa no CHMT é o reflexo «do Governo que temos» e que é um exemplo da «desgovernação que o país tem tido».

 

Estrada de Casével

 

Carlos Tomé procurou também saber o que se passa com a estrada de Casével, que nunca mais vê as obras serem começadas, pois tem o piso em muito mau estado, lembrando que António Rodrigues havia dito que a responsabilidade do atraso é da Câmara de Santarém, porém teve conhecimento de que o Presidente da autarquia scalabitana diz exactamente a mesma coisa.

 

António Rodrigues começou por usar um tom calmo para dizer que entre os municípios deve imperar um respeito institucional, e que nada o move contra Moita Flores, o Presidente da autarquia vizinha. No entanto entende que se um Presidente de Câmara escreve ao seu par deve ser este a responder, e não «um técnico ou um vereador», o que terá acontecido por mais que uma vez. Depois garantiu que a Câmara «irá fazer aquilo que é seu dever» e começou a apresentar «provas de boa-fé», dando conta de já ter sido feito um estudo prévio e de ter enviado uma proposta de protocolo à Câmara de Santarém. Só que, e nesta altura o seu tom de voz começou a subir bastante, o Presidente da Câmara de Santarém «nunca respondeu». Diz António Rodrigues que apenas fará a obra se tiver o protocolo assinado pela Câmara de Santarém, e que sem isso, «não se faz nada», pois embora a Câmara de Torres Novas tenha de fazer 60% da obra o restante é da Câmara de Santarém que terá de assumir as suas obrigações. Por fim declarou: «Estou farto disto! Ele quer ou não assinar o protocolo? Não vou fazer obra nenhuma sem ter o protocolo assinado!». E depois, com alguma graça, justificou a forma exacerbada como se exprimiu, «estou a falar alto para ver se ele me ouve».

 

Luís Miguel Lopes

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