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Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

 

Por volta dos meus 14 ou 15 anos aprendi com um grande amigo uma lição de vida. O que realmente interessa não é o dizemos às outras pessoas, ou o que nos dizem a nós, mas sim o que fazemos.

 

São as nossas acções que realmente reflectem os nossos pensamentos, a nossa personalidade. Já diz o ditado, que é antigo: “Palavras, leva-as o vento”… Mas até sentirmos isso em algum momento da nossa vida, muitas vezes não conseguimos perceber a profundidade.

 

Enquanto adultos somos todos educadores… mesmo quando não somos pais, professores, catequistas, ou qualquer outra figura de autoridade perante os mais novos. Somos pessoas crescidas e isso basta para que nos olhem como modelo a seguir. Se nós somos crescidos e temos determinado tipo de atitudes, isso faz delas atitudes possíveis – uma opção. Se prometemos e não cumprimos, sem explicação, é porque não deve ser assim tão mau quebrar promessas; se mentimos para conseguir alguma coisa, isso legitima a mentira; se dizemos mal das outras pessoas, é porque isso deve ser uma coisa boa; se fazemos mal e não o admitimos, é porque somos determinados. Tudo isto cria novas pessoas, que de futuro serão exemplo de outras novas pessoas. Por outro lado, se mantemos sempre as nossas promessas e cumprimos as nossas responsabilidades, mesmo que isso nos custe; se damos sentido às coisas que dizemos; se admitimos os nossos erros, aceitamos as críticas construtivas e as aproveitamos como uma forma de melhorar, além de fazer de nós pessoas de consciências tranquilas, reflectir-se-á nos outros.

De que vale um bonito discurso sobre os valores da sociedade – a humildade, a paz, a união, o amor, a rectidão, a responsabilidade, quando os nossos actos se concretizam em atitudes mesquinhas, irresponsáveis e despreocupadas!?

 

Todos somos humanos, todos erramos. Não podemos é contentar-nos com isso, aceitar passivamente que erramos porque somos humanos, e continuar a fazer igual. Costuma dizer-se, em jeito de brincadeira que: “Errar é humano. Pôr a culpa nos outros é política”.

 

Eu sou crítica por natureza. Gosto das coisas bem feitas, dou valor aos pormenores e ao significado e conteúdo das coisas. Ouço todas as críticas com atenção, filtro, e aceito as que acho que me podem ajudar a melhorar.

 

A humildade obriga-me a assumir que, nos dias que recentemente passaram, nem sempre fui capaz de manter a boa disposição de espírito; que apesar de ter sido leal aos meus princípios pessoais, nem sempre contribuí para a união do grupo; que esquecendo a rectidão e a paz, posso ter criado conflitos, pela forma menos recta como actuei; que nem sempre me comportei como amiga e irmã dos que me rodeavam. E porque assim é, pensarei maduramente sobre o assunto e delinearei novas metas a atingir… Sejamos a mudança que queremos ver nos outros.

 

Também este espaço de partilha de pensamentos/opiniões merece ser criticado, por isso agradeço todas as opiniões que o leitor gentilmente queira manifestar. Para todos os que me queiram contactar deixo um endereço de e-mail: artigoscc@gmail.com

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