«Sou do “Torres Novas” e que não sou de mais nenhum»
29 de Janeiro de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Joaquim Matias Pedro, 76 anos, viveu sempre em Torres Novas, fez a instrução primária e começou a trabalhar aos doze anos no ramo das bicicletas. Tinha uma paixão pelo ciclismo e dedicou-se ao negócio. Gosta de dizer que ia ao fim do mundo, mas que «gostava de vir dormir a Torres Novas», tal é o amor que sente pela sua terra. Na conversa que manteve com “O Almonda” perpassa o seu espírito de dedicação à terra e às suas causas.
Como é que se dedicou ao seu negócio das bicicletas, o seu negócio desde sempre?
O meu Pai entendeu que eu gostava daquilo e abriu-me uma oficina de bicicletas. Foi assim… sem nunca ter férias nem nada. Só agora mais tarde é que fui uns dias a Marrocos e a França.
O Joaquim Matias Pedro é mais conhecido em Torres Novas pela sua ligação ao desporto…
Comercialmente também, mas sim, o desporto e o associativismo tornaram-me mais conhecido. Passei pelo Rancho Folclórico, pela Banda Operária Torrejana, pelo Desportivo…
E porque é que se envolveu nessas coisas?
Olhe por ter o espírito do dirigismo. A minha vida não me permitia muito que me dedicasse durante o dia, mas tinha tempo livre à noite e por isso dediquei-me com o que tinha. Depois convidaram-me a fazer parte de uma secção e foi assim que começou.
Sei que foi Presidente do Clube, duas ou três vezes?
Ou quatro, ou cinco, ou oito… Eu julgo que foram à volta de oito vezes. Terminei em 1986 e tinha lá estado desde 1975. Passei lá a revolução e foi complicado nessa altura. Assisti às mudanças da vida desportiva daquele tempo, em que se deixou de ser completamente amador e os jogadores passaram a ganhar qualquer coisa. Mas antes fui vogal e fui vice-presidente do clube durante muitos anos.
Luís Miguel Lopes
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