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Bloco de Esquerda preocupado com “Fiação e Tecidos”

 

O Bloco de Esquerda realizou uma conferência de imprensa, na sexta-feira, dia 15, em Torres Novas, contando com a presença do deputado eleito pelo distrito, José Gusmão, onde mostrou preocupação pela situação que se vive na empresa “Fiação e Tecidos”.

 

De acordo com as informações avançadas por António Gomes nessa conferência de imprensa, o “Lay off” foi prorrogado por mais seis meses, continuando assim a empresa com esperanças de vir a recuperar. Fazendo uma breve análise da situação António Gomes lembrou que há 148 famílias de Torres Novas que dependem daquela empresa e deu conta de que o BE, na Assembleia da República, já questionou o Governo sobre a situação que ali se vive, perguntando se a situação está a ser acompanhada e que soluções estão a ser encontradas. António Gomes considera ainda que a Câmara de Torres Novas se deveria envolver mais, pois «não pode ficar alheia à situação da empresa e dos trabalhadores».

 

Estava prevista uma reunião entre o BE e os representantes da empresa no dia 15 de Dezembro, que não se realizou porque o representante da empresa faltou, alegando «ter dor de dentes». O BE «continua a aguardar por essa reunião», explicou António Gomes.

 

De acordo com o mesmo interlocutor a empresa é devedora aos trabalhadores do subsídio de Natal de 2008 e 2009, e também do subsídio de férias de 2009, o que, no entender do BE «é preocupante». Dizem ainda que a Segurança Social terá comparticipado com 50% no pagamento dos subsídios, ao abrigo do “Lay off” e «partindo do princípio que o Estado pagou, se a empresa recebeu esse dinheiro terá aplicado noutro lado, pois os trabalhadores não receberam». António Gomes lembrou também as discrepâncias a nível salarial que existem na empresa, pois «os trabalhadores recebem salários baixos, na maioria o salário mínimo, mas os administradores têm o salário na ordem dos oito mil euros. Embora no ano de 2009 tenham tido uma redução, para os sete mil euros». Isto demonstra «falta de bom senso e de responsabilidade perante os trabalhadores que dirigem», diz o BE, que acusa ainda a empresa de descer «um véu de silêncio que nos preocupa muito».

 

José Gusmão explicou depois que o BE pediu a reunião à empresa para tentar perceber as principais razões porque esta se encontra em dificuldades, e acrescentou, «Nós queríamos era tentar perceber se a empresa é viável». Depois, sobre a mesma questão dos subsídios que não foram entregues aos trabalhadores disse também, «À empresa não compete fazer a gestão desse dinheiro», para logo acrescentar, «É preocupante que o Governo reconheça que não existe o cumprimento das obrigações por parte da empresa e não faça nada». Em suma sintetizou, «O que nos preocupa é que possa não haver respeito pelos direitos dos trabalhadores, qualquer que seja o futuro da empresa».

 

Luís Miguel Lopes

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