Home > Colaboradores > Crónica do Quotidiano

Crónica do Quotidiano

 

Ao longo de 52 crónicas publicadas em 2009 – já ultrapassámos o milhar – procurámos trazer a este espaço, pedaços da vida do quotidiano de pessoas e instituições. Mas também factos e acontecimentos que ocorrem na cidade e deram motivo a notícia.

 

Sempre procurámos trazer aqui, numa linguagem simples e acessível, assuntos de interesse colectivo. O vandalismo, os assaltos, os falecimentos de amigos, as novas lojas comerciais e até as festas de Natal, deram assuntos para as mais variadas crónicas.

 

E uma coisa que nos satisfez sempre muito, foi saber que os nossos leitores são quase de todas as idades. E isso acontece porque somos interpelados na via pública, por vários leitores, que nos felicitam pelo assunto abordado e outros porque também pensam assim. Ainda  há bem pouco tempo, um conjunto de jovens-mulheres nos diziam que liam sempre as nossas crónicas. Como não podia deixar de ser, ficámos satisfeitos, porque o pior que pode acontecer a quem escreve é saber que o seu apontamento ou crítica, passa despercebido e ninguém fala nele ou nela. Mas os nossos leitores estendem–se um pouco pelo País e pelo Estrangeiro, particularmente os nossos emigrantes, de quem recebemos provas de amizade.

 

Neste breve balanço ao ano de 2009, uma coisa temos a certeza: quem nos lê são pessoas simples e que fazem parte do Povo. Também é para eles que nós, todas as semanas, vamos escrevendo as nossas crónicas. Umas mais conseguidas, outras menos, mas todas procurando deixar, sempre, uma mensagem de verdade sobre aquilo que se passa na nossa cidade. São crónicas escritas sem revisão ou emendas. Começamos a escrever e não voltamos a ler. Somente no Jornal. As coisas ou os assuntos saem espontaneamente. Não precisamos de estar à procura de palavras bonitas para enriquecer o texto. Dado serem crónicas semanais, não há tempo para estudar melhor o assunto ou o tema. No dia em que deixar de fazer as coisas como fazemos, de certeza que uma boa parte dos nossos leitores deixarão de nos ler. Mas isso, prometo, nunca acontecerá!

 

Para a semana já temos um tema para abordar. Agora é só escrever o assunto. Terminamos a nossa crónica desta semana, que foi uma espécie de balanço, sem o ser, com as palavras sábias dum grande escritor, Nobel em 1957, que foi Albert Camus: «É melhor sermos os segundos a dar uma informação verdadeira do que os primeiros a publicar uma falsa». Ele também foi jornalista.

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *