Caso Esmeralda - «Criança teria melhor crescimento se passasse a viver com a mãe»
15 de Janeiro de 2010. Etiquetas: Sociedade.
A pedo-psiquiatra Ana Vasconcelos defendeu em tribunal, na sexta-feira, dia 8, uma “responsabilidade parental conjunta” como possível solução para a situação da menor Esmeralda Porto, que, no seu entender, poderia crescer melhor se ficasse a viver com a mãe.
Ouvida na primeira sessão do processo interposto pela mãe da criança, Aidida Porto, que requereu o poder paternal e a guarda da menor, a pedo-psiquiatra que tem acompanhado a menor desde Dezembro de 2008 admitiu que Esmeralda poderia ter um «melhor crescimento» nos próximos anos se passasse a viver com a mãe, mas sublinhou ser igualmente importante ouvir a técnica que tem acompanhado a menina em casa do pai.
A pedo-psiquiatra, que deixou de acompanhar a menor em casa do pai a partir de meados de 2009 - por ter sentido que o pai não aderia à sua proposta de criação de “pontos de passagem” entre os três “territórios” que Esmeralda construiu na sua cabeça -, afirmou que Aidida Porto tem procurado facilitar as relações da criança tanto com o pai como com o casal que a criou (Luís Gomes e Adelina Lagarto), para que a situação não lese a filha psicologicamente. Por outro lado, disse, tem criado com ela laços de «familiaridade e intimidade».
Luís Miguel Lopes
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