Um Desfile de Reis para ver o menino
15 de Janeiro de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Naquele que terá sido um dos mais frios domingos do ano, no dia 10, realizou-se o primeiro “Desfile de Reis” na cidade de Torres Novas, uma iniciativa das Paróquias da Cidade e do Centro de Bem Estar da Zona Alta.
Tiritou-se com frio, bateu-se as palmas das mãos e bateu-se com os pés no chão só para ver se o frio - que parecia vindo do deserto gelado - não gelava tanto. Mas isso foi enquanto o cortejo não arrancou da Escola da Polícia em direcção à Praça 5 de Outubro. Quando arrancou… arrancou também a festa.
Pretendeu-se com a iniciativa do “Desfile de Reis” lembrar que foi o “menino” que nasceu e que é por essa razão que se celebra o Natal, e não por uma outra razão consumista. Da ideia à prática foi um saltinho, e com a boa-vontade de toda a comunidade das paróquias de Torres Novas ele acabaria mesmo por se realizar. Para que acontecesse houve também a colaboração do Rancho Folclórico de Torres Novas, que nesse dia assinalou também o seu aniversário, da Banda Operária Torrejana, do Grupo de Cantares da Meia-Via, e da Escola Equestre de Nossa Senhora do Rosário, que providenciou os cavalos onde os “Reis Magos” se fizeram transportar. Claro que a iniciativa contou ainda com a ajuda da PSP e da Câmara Municipal de Torres Novas, permitindo que o desfile tivesse lugar.
O cortejo ainda era bastante numeroso, tendo em conta o frio que se fez sentir e a ameaça de chuva, que apenas caiu no final do desfile, e paulatinamente fez o seu trajecto anunciando, com cantares, que os Reis Magos iam adorar o “menino” Jesus. Pelo caminho tanto o Rancho Folclórico de Torres Novas como a Banda emprestaram a sua música à festa animando e aquecendo todos os que os escutavam.
Chegados à Praça 5 de Outubro assistiu-se a uma entrega simbólica de presentes ao “menino” nas palhas deitado, de seu nome verdadeiro António Alves, que assumiu na perfeição o seu papel de Salvador. Pese o frio e a cama – de palha pois claro – não chorou nem desiludiu, comportando-se à altura do papel que lhe coube representar. José e Maria (os pais da criança) assumiram também a representação, agradecendo as ofertas ao menino. Logo de seguida foi feita a leitura do Evangelho de S. Mateus, onde há a referência aos Reis Magos.
A finalizar o Rancho realizou uma pequena demonstração e a Banda encerrou a participação no desfile também com uma breve actuação. O Pe. Carlos Ramos fez um último agradecimento a todos os que participaram no desfile, bem como às entidades que tornaram possível a realização do evento.
Luís Miguel Lopes
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