“O Phydellius tem condições para disputar o acesso à Liga dos Campeões”
8 de Janeiro de 2010. Etiquetas: Sociedade.
João Baptista Gouveia Branco, 31 anos, está há dois anos como Maestro do Choral Phydellius. É neste momento elemento do coro da Fundação Calouste Gulbenkian, maestro titular do Coro Polifónico de Almada, Coral Stella Vitae e da Orquestra de Câmara de Lisboa (formação ad hoc), director artístico dos festivais “Cantar Liberdade” e “Outonalidades”, presidente da Associação de Coros da Área de Lisboa e membro do júri para o “World Youth Choir”, assim como assume a direcção do Choral Phydellius (Coros Adulto e Juvenil).
Aproveitando o aproximar da data do tradicional “Concerto de Reis” do Choral Phydellius “O Almonda” entrevistou o jovem maestro.
Como aconteceu a sua ligação à música?
Desde os cinco anos que ando “nisto”. Os meus pais inscreveram-me na Escola de Música, na mesma escola que a minha irmã tinha frequentado, a Fundação Musical Amigos das Crianças. Inscreveram-me em piano e, dois ou três anos mais tarde, a minha irmã decidiu que o piano tinha menos saída que o violino, então obrigou-me a mudar de instrumento.
Isso não chocou com o seu gosto pessoal?
Claro que chocou, até porque o piano é um instrumento mais sedutor e harmónico. É mais fácil para quem está em iniciação gostar de tocar piano porque começa logo a produzir som e melodias. Quem está em violino nada mais faz do que “arranhar” durante alguns meses.
E a partir de que momento é que estudar música deixou de ser uma obrigação e passou a ser um gosto?
Foi relativamente rápido. Eu era bastante miúdo e fazia os coros de ópera do S. Carlos. Mesmo em férias trabalhava lá no S. Carlos, já tinha criado o gosto pela música.
Porque é que era requisitado?
Era puto, não cantava mal e tinha alguma leitura…
Com é que tem sido, ao longo dos anos, a sua ligação a Torres Novas?
Se calhar temos de dividir em três partes. A primeira até à entrada na faculdade, em que vinha cá todos os fins-de-semana e passava cá as férias, uma segunda depois de concluir a Universidade e comecei a trabalhar, e por isso vinha cá mais esporadicamente, e por fim quando comecei a trabalhar com o Phydellius comecei a ter uma ligação mais assídua.
Luís Miguel Lopes
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