Mau tempo sem vítimas a registar em Torres Novas
1 de Janeiro de 2010. Etiquetas: Sociedade.
Os efeitos do mau tempo em Torres Novas, especialmente no vendaval de 23 de Dezembro, não se fizeram sentir para além dos estragos materiais. Para lá dos efeitos mais visíveis, com árvores arrancadas pela raiz e alguns cartazes publicitários dobrados ou arrancados, os prejuízos causados pelo temporal foram de reduzida dimensão, quando comparado com o que sofreram outras zonas do país.
De acordo com a informação prestada pelos Bombeiros de Torres Novas, o temporal saldou-se pela queda de 43 árvores para a estrada, em todo o concelho, havendo um despiste de uma viatura na estrada da Brogueira por causa de uma árvore caída na estrada. Em Torres Novas registou-se ainda o desabamento de três chaminés na zona do Bairro de Santo António.
Em Almeirim seis pessoas foram desalojadas com o mau tempo
Seis pessoas ficaram desalojadas em Almeirim e praticamente todas as principais estradas do distrito de Santarém tiveram trânsito condicionado devido aos fortes ventos que na madrugada de dia 23 de Dezembro provocaram a queda de árvores e destelharam casas.
Num balanço do temporal a Governadora Civil de Santarém, Sónia Sanfona explicou que os desalojados foram realojados, acreditando que se tratam de situações temporárias.
Além de três pessoas que tiveram que sair da sua casa em Atalaia, concelho de Tomar, outra pessoa ficou desalojada em Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, e outras duas no concelho de Santarém, em Vale de Figueira e Grainho.
Sónia Sanfona falava no final de uma reunião realizada no Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), na qual participaram também o comandante distrital de operações de socorro, Joaquim Chambel, e representantes da Segurança Social, EDP, Estradas de Portugal e forças de segurança.
Joaquim Chambel afirmou que os ventos, que registaram rajadas da ordem dos 80 quilómetros por hora nas estações de Abrantes e Fonte Boa, prolongaram-se por perto de três horas, provocando quedas de árvores, que originaram os condicionamentos de trânsito e danos em habitações, sobretudo nos telhados.
As quedas de árvores e outros objectos provocaram ainda problemas no abastecimento de energia, com as brigadas da EDP no terreno a resolver as diversas situações.
Sónia Sanfona pediu “atenção redobrada” aos automobilistas, sobretudo numa época em que se regista maior circulação automóvel, uma vez que muitos sinais de trânsito foram derrubados ou danificados.
Luís Miguel Lopes
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