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Torres Novas vai aderir à empresa “Águas do Ribatejo”

 

A gestão municipalizada das águas vai deixar de o ser. Na sexta-feira, dia 18, em reunião extraordinária de Câmara foi tomada a decisão do município de Torres Novas aderir à empresa intermunicipal das “Águas do Ribatejo”.

 

Surpreendente terá sido a decisão do vereador do PSD, João Sarmento, em votar contra esta decisão, quando até a CDU, tradicionalmente mais contrária a este tipo de decisão, que envolve uma alienação do sector, votou favoravelmente a proposta do executivo PS.

 

António Rodrigues, antes de apresentar a proposta do PS, fez uma súmula de todo o processo, recordando que antes a Câmara havia tomado a decisão de avançar para a privatização do sector, recuando depois na decisão, porque o panorama também se alterou. Durante a leitura da proposta do PS o Presidente sublinhou o facto de apenas agora ter sido possível enveredar por esta opção, pois antes «não havia dispositivo legal que a permitisse», acrescentando, «Temos uma proposta concreta e defensora dos interesses do município». Em seguida, enumerando as hipóteses, refutou-as uma a uma até justificar a proposta de adesão à empresa “Águas do Ribatejo”, «Se constituíssemos uma empresa municipal teríamos os custos de manutenção, e além dos 32 milhões de euros que são necessários investir no sector teríamos de acrescentar outros 5 para criar uma estrutura só nossa, além do que a comparticipação do QREN seria muito mais baixa. Para além disso o esforço financeiro iria impossibilitar outros investimentos que já estão em curso, como é o caso dos Centros Escolares. A concessão a privados não nos parece a mais justa ou equilibrada, pois hoje há alternativas. Dizemos também “não” às “Águas do Centro” porque cremos que no futuro corre o risco de ser privatizada, já que tem uma comparticipação da empresa “Águas de Portugal”, e a sua privatização arrastaria todas as outras. A adesão à empresa “Águas do Ribatejo”, por ser uma empresa intermunicipal, que nos seus estatutos se defende contra uma eventual privatização, mantendo sob o seu controlo 51% do controlo dos municípios a ela aderente, permite-nos ter uma economia de escala e a garantia de um património gerido exclusivamente por entidades públicas».

 

Luís Miguel Lopes

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