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1º Encontro de “Duobol ades” no Palácio dos Desportos

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Na data em que se celebra em todo o mundo o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – 3 de Dezembro – realizou-se no Palácio dos Desportos, em Torres Novas, o 1º Encontro Desportivo de “Duobol ades”.  Participaram nesta manhã preenchida com diversas actividades de carácter desportivo, cerca de 60 participantes, tendo esta iniciativa partido da ADES – Associação de Desporto Especial de Santarém, numa organização conjunta com a APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental, a Unicrisano – União dos Centros de Recuperação Infantil do Distrito de Santarém e Outros, e o CRIT, Centro de Reabilitação e Integração Torrejano,  e contou ainda com o apoio da Câmara Municipal de Torres Novas.

 

As actividades tiveram início de manhã com a prática de basquetebol e voleibol, estando presentes cerca de 60 participantes vindos das instituições: CRIT de Torres Novas, CIRE de Tomar, CERE do Entroncamento, NINHO de Rio Maior, CRIAL de Almeirim e da APPACDM de Santarém.

 

Perto da hora de almoço os participantes fizeram equipas para “disputar” o melhor lugar nos Jogos Tradicionais, Jogo do Corda, Corrida de Sacos, Jogo das Latas e Bolling.

 

Os objectivos desta manhã onde se viveu um verdadeiro espírito de equipa, foram a comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a promoção da prática desportiva, e o convívio entre os participantes e os técnicos das próprias instituições que participaram ao longo de toda a manhã nas actividades desportivas. 

 

Falar de deficiência leva-nos a pensar nas barreiras arquitectónicas que ainda persistem em existir. Mas, na opinião de José Pavoeiro, presidente da direcção da Associação de Desporto Especial de Santarém, a principal barreira ainda são a mentalidade e a ignorância. “As barreiras têm sido vencidas, apesar de ainda haver muito a fazer. Os subsídios e os apoios também têm vindo a ser repensados, apesar de nós querermos sempre mais. Mas eu atrever-me-ia a falar de uma barreira que me parece ser a pior ainda nos dias de hoje, que é a mentalidade das pessoas. Em casos pontuais, mas a sociedade ainda continua a olhar a pessoa com deficiência com os olhos da discriminação. Há também ainda muita ignorância e falta de informação. Estas actividades que procuramos promover ao longo de todo o ano pretendem levar também a mensagem do quanto estes jovens conseguem realizar, mesmo dentro das suas limitações.”

Terminada a manhã desportiva havia que retemperar forças num almoço convívio, oferecido pela Unicrisano.

 

Célia Ramos

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