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Um estilo de vida «mais sóbrio e feliz»

 

O sociólogo Acácio Catarino veio a Torres Novas, no Domingo, dia 29, a convite da Acção Católica Rural, para falar de “Estilos de vida mais sóbrios e felizes”.

 

Este também colaborador assíduo de “O Almonda” começou por indicar que o “estilo de vida” se observa na nossa relação com as coisas, com o mundo e com as outras pessoas, mas também com Deus e a Morte. Hoje em dia «há muitos estilos diferentes» e que estão «permanentemente a mudar», e estes estilos, «são muito mais do que havia há 50 anos atrás». Há em nós, na sociedade, uma «propensão para o egoísmo», uma busca do prazer. Por outro lado há também muita renúncia, pois há quem sacrifique algo pelo emprego ou para cuidar dos filhos. E está na moda a “competitividade” em tudo, em que todos «aspiram ao topo da tabela» e por vezes essa aspiração é irrealista, «muito aquém das possibilidades». A “Solidariedade”, na família, ou no país, «apesar de tudo subsiste».

 

As orientações para se atingir o “estilo” mais desejável são de um livro antigo, «Devemos “amar ao próximo como a nós mesmo”». No início do Cristianismo, recordou Acácio Catarino, as pessoas tinham as suas necessidades satisfeitas, todas tinham o essencial para ter uma vida condigna. Mas hoje em dia esse ideal será utópico, não podemos ter a ilusão de que se conseguirá atingir o que fizeram essas primeiras comunidades cristãs. Por razões diversas «evoluímos para uma espécie de egoísmo solidário», porque «todos cooperamos para que os outros se encontrem bem». Vivemos perante um desafio para a evolução do Cristianismo e da Sociedade. Há «toda uma vida cristã a construir», sendo necessário desenvolver linhas de acção a nível familiar, local, nacional e até internacional.

 

Ao começar pela família, seria necessário, em primeiro lugar, «que todas fizessem uma gestão correcta dos recursos», e até que «se integrassem os filhos, chamando-os a participar na gestão», para que assim «tenham a sua quota de informação e de responsabilidade, tomando consciência do que o mérito dos Pais está na gestão correcta dos recursos». Habituar os filhos a efectuarem dádivas, para que também assim, desde cedo, assumam essa responsabilidade que sai fora do círculo familiar.

 

Luís Miguel Lopes

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