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Comissão de Utentes de Saúde insiste na contratação de médicos estrangeiros ou reformados

 

A Comissão de Utentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo, em conferência de imprensa que se realizou na segunda-feira, dia 16, veio «reforçar um conjunto de reivindicações» por que «os problemas continuam por ser resolvidos».

 

A falta de médicos de família nos Centros de Saúde da região, o que continua a prejudicar o acesso aos cuidados de saúde, continua a ser uma das bandeiras da Comissão, pois pretende que sejam aplicadas «medidas de excepção», pediu Manuel José, como aconteceu para os concelhos de Alpiarça e Tramagal com a contratação de médicos estrangeiros. Para resolver este problema a Comissão de Utentes sugere que se recorra à contratação de empresas privadas de prestação de cuidados de saúde, ou à contratação de médicos reformados, mostrando-se apostados em sugerir «tudo o que possa ajudar a resolver a situação». Mas na questão dos médicos reformados há um impedimento legal e a Comissão pede que o Governo legisle sobre o assunto, acrescentando a propósito, «Essas más decisões – de legislação no passado – não podem servir de desculpa para que não se resolva o problema». Lembram também que no caso de Torres Novas há três anos «não havia praticamente ninguém sem médico de família», mas agora «é dos piores concelhos».

 

Santarém é dos distritos do país que mais extensões de saúde têm. Na procura de resolver o problema da falta de médicos de família a Comissão de Utentes teme que haja «a tentação de fechar as extensões para que se centralizem os serviços». Pelo contrário a Comissão defende que até as que se encontram neste momento fechadas «deveriam abrir». Entendem que nestas extensões há muito serviço que poderia ser realizado por enfermeiros, libertando assim os médicos para outros serviços, e alertam, «Se há um surto gripal nem queremos imaginar o que acontece a estas pessoas que utilizam as extensões de saúde».

 

Luís Miguel Lopes

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