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58 anos da Cooperativa Agrícola de Torres Novas e Barquinha

 

Em 1951 nascia em Torres Novas a “Cooperativa Agrícola de Torres Novas e Barquinha”, a sociedade cooperativa de responsabilidade limitada, abarcando os dois concelhos vizinhos que partilhavam o que é hoje o território do Entroncamento. A Cooperativa nasceu a partir do Grémio da Lavoura, que à altura se situava no Largo D. Diogo Fernandes de Almeida.

 

O objectivo da Cooperativa era simples, comprar e vender produtos para a Lavoura, que tinha por fim especial «promover a colocação nos mercados de consumo, os produtos provenientes das explorações agrícolas dos associados, de modo a obter a máxima valorização e o maior rendimento económico», como se pode ler nos estatutos da sua constituição.

 

Faziam parte do seu núcleo fundador nomes importantes da nossa praça dessa época. Pedro Gorjão Maia era o Presidente, Manuel Antunes Trincão o Tesoureiro, e José Cesário Vieira Trincão o Secretário. Os seus suplentes não eram de somenos importância na sociedade torrejana de então, com Fernando Martins da Cunha, José Rodrigues Melão e Manuel Dias Duarte. No Conselho Fiscal pontificavam os nomes de José Marques, José Carvalho Duarte e José Antunes Trincão. Na Assembleia-geral estava José Maria Raposo, Casimiro Garcia e Germínio Vieira Trincão. Pelos nomes aqui presentes facilmente se percebe que a Cooperativa integrava a “fina-flor” dos agricultores de Torres Novas.

 

A cooperativa tinha o papel de dinamizar toda a produção. Era um entreposto, explicaram a “O Almonda”, os actuais membros da direcção, José Amorim Rosa, o Presidente, José António Liberato, o Tesoureiro e José Carlos Gouveia, o Secretário. O edifício, onde ainda hoje se encontra a Cooperativa, foi inaugurado em 1 de Julho de 1962 pelo Ministro das Corporações e pelo Secretário de Estado da Agricultura. Nos anos seguintes a cooperativa foi assumindo o seu papel de dinamizador da actividade agrícola, até que se chegou ao ano de 1974 e ao 25 de Abril. Após a revolução foi criado pelo Governo um crédito de emergência para auxiliar os agricultores. A cooperativa, chamada à responsabilidade, assumiu o papel de elo de ligação entre os agricultores e esse crédito que era em géneros, em farinha, recordaram os actuais dirigentes. Depois houve a passagem da “Comissão Liquidatária” que esteve na Cooperativa a fiscalizar tudo durante quatro meses. Após essa inspecção, que resultou no afastamento de dois indivíduos que à época trabalhavam na Cooperativa, o espírito dos seus fundadores e cooperantes manteve-se.

 

Luís Miguel Lopes

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