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Campanha da AEP procura estimular a economia: “Compro o que é nosso”

 

A crise económica internacional tem-se reflectido negativamente no tecido empresarial português, no produto interno bruto, na balança comercial e no desemprego. Para combater este flagelo a AEP (Associação Empresarial de Portugal) pôs em prática um conjunto de iniciativas de apoio às empresas, entre as quais se destacam incentivos ao redimensionamento e à internacionalização, reforço da formação profissional, e promoção do consumo de produtos produzidos em Portugal. Em Torres Novas há empresas que integram este pelotão, designadamente junto das grandes superfícies comerciais.

 

Foi neste contexto que, há cerca de dois anos, a AEP promoveu o projecto “Compro o que é nosso”, ao qual já aderiram 350 empresas de todo o país, representando 1900 marcas e um volume de negócios superior a 8,5 mil milhões de euros.

 

“Portugal, a minha primeira escolha” é a assinatura da campanha de valorização da oferta nacional que a AEP leva a cabo até ao final do ano, com o apoio de um financiamento do QREN no valor de um milhão e quinhentos mil euros. A campanha promove a imagem de um Portugal moderno, inovador e orientado para o mercado global. O grafismo e os conteúdos escritos e audiovisuais querem mobilizar os portugueses a valorizarem produtos e marcas que geram valor acrescentado em Portugal, evidenciando o impacto económico deste comportamento na criação de emprego e na internacionalização das empresas.

 

Paulo Nunes de Almeida, o vice-presidente da AEP, rejeita a ideia de que a campanha “Compro o que é nosso” vá contra o princípio da livre concorrência, defendendo antes que o que tentam promover é os nossos produtos, «A campanha procura sensibilizar os consumidores, mas não somos proteccionistas, pois isso até seria contra-natura. Por outro lado temos a consciência de que deveremos defender “o que é nosso” – produtos que tenham qualidade. E Portugal tem produtos com qualidade».

 

Luís Miguel Lopes

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