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Moradores da Meia-Via voltam à reunião de Câmara

 

Os moradores da Meia Via, que estiveram na última sessão pública de Câmara, há um mês atrás, voltaram a marcar presença na reunião, pois ainda não consideram que o que os lá levou a primeira vez tenha sido resolvido. Contestam que um proprietário de uma -moradia na Meia Via tenha construído um muro em terreno público, dificultando a passagem a quem ali vive.

A comitiva meiaviense, liderada pelo Presidente da Junta, José Gil, apresentou-se na sessão pública, presidida no início por Pedro Ferreira, por ausência do Presidente, apresentando as mesmas queixas de há um mês e pedindo respostas. O Vereador Lobo Antunes, responsável pelo urbanismo, explicou que só depois de se saber «o que é que pertence a quem é que se pode tomar uma decisão», remetendo para a semana seguinte uma decisão. José Gil não se satisfez com a resposta e lembrou que em Maio a Câmara havia sido alertada e que já nessa altura se devia ter dirigido aos serviços cadastrais. Lobo Antunes alegou a demora dos serviços para obter a informação em tempo útil, mas uma moradora da Meia Via contrapôs dizendo, «Eu consegui saber as coordenadas junto dos serviços cadastrais numa manhã. A Câmara, enquanto instituição pública, não consegue saber isso mais depressa?», para logo acrescentar, «Em todo o lado os muros têm de ser recuados, mas na Meia Via avançam», comentou.

Pedro Ferreira pediu aos moradores que se encontrassem com ele no dia seguinte, pois não tinha naquele momento mais elementos sobre a situação, e prometeu-lhes procurar saber mais informações para lhes dar no dia seguinte. Os moradores e Presidente de Junta acataram a sugestão e de seguida abandonaram a sala de sessões.

Moradores da Urbanização de S. Domingos sentem-se desprezados

 Desde que a obra do Viaduto do Rio Frio foi realizada que os moradores da Urbanização de S. Domingos se sentem desprezados, foi o que os representantes dos moradores foram à sessão pública de Câmara declarar. «Desde da instalação do viaduto que esperamos que a zona envolvente melhore… não melhorou», e acrescentaram, «Sentimo-nos num buraco, pois foi-nos cortado o acesso à zona alta da cidade, tanto pedonal como de viaturas». Mário Mota informou que a Câmara tem a intenção de ali realizar o acesso pedonal e realizar arranjos de jardim, mas para que isso aconteça, e por causa da orografia do terreno, é necessário realizar uma intervenção mais de fundo.

Mais 110 -trabalhadores para a Câmara

O novo mapa de pessoal da Câmara vai levar à contratação de mais 110 trabalhadores, regularizando algumas situações, contratando desde profissões genéricas a especializadas. Até agora a Câmara tinha 30% dos trabalhadores a termo certo e para rea-lizar alguns serviços a Câmara tem sido obrigada a recorrer a horas extraordinárias. Vão ser criados 64 novos postos de trabalho permanente e 41 para necessidades temporárias.

Carlos Tomé, o vereador da CDU, lembrou então a propósito que há quatro meses atrás foi discutido na Câmara o Quadro Orgânico da Câmara, mas que este ainda não foi aprovado, e que a contratação de mais pessoal sem aquele quadro estar aprovado não faz muito sentido, tendo ainda acrescentado, «A três meses das eleições não faz muito sentido este tipo de alterações», tendo Pedro Ferreira dado de pronto a resposta, «A Câmara não pára». A contratação dos 110 trabalhadores irá ter o encargo financeiro de 141 mil euros por seis meses.

 

Luís Miguel Lopes

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