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“Uma Igreja que não preste o serviço da caridade é uma Igreja incompleta.”

Um dos pontos altos dos festejos de Santo António em Riachos foi a conferência alusiva ao tema da pobreza e a intervenção dos cristãos nesta área, proferida pelo Prof. Alfredo Bruto da Costa no sábado, dia 13 de Junho.

Numa tarde muito quente, o Auditório Dr. José Marques encheu por completo ficando ainda um grupo de pessoas de pé. A apresentação do Professor Alfredo Bruto da Costa teve por base a encíclica “Deus é Amor”: “Nesta encíclica o Papa aborda a forma como os cristãos e a Igreja se relacionam com os mais pobres e necessitados. Ao fim de dois mil anos não deixa de ser estranho como é que o Papa tem necessidade de falar de caridade aos cristãos”, afirma.

Com base na mesma encíclica, recorda uma afirmação do Papa que reflecte na “natureza íntima da Igreja”, que assenta em três vertentes: “o anúncio da Palavra de Deus, a celebração dos sacramentos e o serviço da caridade. O serviço da caridade não é algo periférico ou secundário, faz sim parte a natureza íntima da Igreja. O amor ao próximo é um mandamento dirigido a cada um dos cristãos e o serviço da caridade é dirigido a cada uma das pessoas e à comunidade. Faz-me alguma confusão, o seguinte: há tantos milhões de cristãos que vão à missa e existem em simultâneo tantos pobres, idosos e deficientes abandonados. Será que não sabem que o anúncio da caridade está intimamente ligado à celebração da Eucaristia? Vivemos num mundo em que 817 milhões de pessoas passam fome diariamente. Os milhões de cristãos não saberão que a celebração da Eucaristia é inseparável do serviço da caridade individual e comunitária? Todos os dias morrem pessoas de fome.” O Professor Bruto da Costa continuou alertando para o pouco – muito –  que cada pessoa pode fazer.

 

Célia Ramos

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