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Festa de Santo António – Festa, devoção e… chuva

De 12 a 15 tiveram lugar na cidade os tradicionais festejos de Santo António. O recinto junto à capela, na zona alta, foi o centro dos actos festivos.

Ao fim da tarde de segunda-feira, dia 15, decorreu a habitual procissão, um dos pontos altos das Festas de Stº António. Mas este ano o tempo não ajudou e a procissão realizou-se sob uma chuvinha que incomodou. A procissão não gozou assim de todo o seu esplendor, perdendo-se um bocadinho do brilho de outros anos. Aqui e ali ouvia-se quem brincasse com o azar da chuva, “Os pãezinhos quando chegarem ao fim, se chegarem, vão ser açorda”, e outro que comentou, “Deve ser o S. Pedro com inveja”.

Mas mesmo com chuva realizou-se a procissão, pois havia que dar cumprimento à tradição. À saída dos andores rebentaram os foguetes nos céus, prática que foi comum durante todos os dias das festas. Foguetes foi coisa que não faltou. Notou-se, ao contrário do que é habitual, alguma irregularidade no cortejo, pois ao contrário de outros anos, havia, aqui e ali, atrasos que não se costumavam verificar. Mas estes pequenos “soluços” no cortejo podem também ter sido resultado da água que teimava em cair, obrigando toda a gente a andar de chapéu-de-chuva.

A presidir a procissão encontrava-se o Pe. Carlos Ramos. A acompanhá-lo o coro entoava cânticos em louvor do Santo, enquanto as crianças seguiam à frente do cortejo, nos seus fatos de festa, com as mães ao lado dos seus rebentos.

Atrás do Pe. Carlos seguia uma figura costumeira da procissão, a Dª. Maria Celeste Gonçalves Mendes. Há mais de trinta anos que paga a promessa de levar na procissão uma vela da sua altura e de seguir o cortejo descalça, e mais uma vez, religiosamente, lá estava a pagar a sua promessa.

Já são conhecidos os Juízes das festas do próximo ano, cabendo a sorte a José Barreto Lopes Crespim e a Marisa Alves.

 

Luís Miguel Lopes

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