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O concelho e suas carências, em ano de eleições

 

O primeiro executivo presidido por António Rodrigues, no inicio do seu mandato deveria ter elaborado um plano para as grandes obras a realizar nas Aldeias. Como: a construção da rede de esgotos, águas fluviais, e passeios nas ruas principais com maior número de trânsito automóvel, assim como espaços de lazer condignos. Segundo informação, os projectos para saneamento básico só serão contemplados com apoios comunitários se nos mesmos constar um número mínimo de “fogos”. Para isso, é permitido incluir duas ou mais Aldeias nos projectos.

 

Cabe-me perguntar: não seria mais urgente, e mais justo, o município realizar estas obras nas Aldeias, relativamente a algumas menos urgentes realizadas na Cidade? Eu entendo a importância das ditas obras na cidade. No entanto o que continua a estar em causa, é o facto de muitas destas não serem de carácter urgente. E de terem sido realizadas com base no desprezo pelas Aldeias. É inadmissível a falta da realização das obras de saneamento básico num País da Europa da moeda única no século XXI. As Aldeias estão “cheias” de fossas domésticas, a maioria delas mal construídas. Nunca devia ter sido permitido colocação das placas de cobertura destas, sem a vistoria de técnicos credenciados. As águas do sob solo nas aldeias estão inquinadas. Bastará analisar as águas dos poços junto das localidades para chegar a esta conclusão. Quem conhece um pouco as pequenas localidades dos países mais desenvolvidos e organizados da Europa, concluirá que o executivo da câmara continua a discriminar as aldeias. Tal como o executivo anterior ao 25 de Abril de 74, descriminou em favor da construção do Estádio Municipal, entre outros benefícios na então Vila.

 

No entanto os executivos de António Rodrigues já realizaram mais obras na Cidade do que foram realizadas em toda a sua Historia. Diga-se em abono da verdade: António Rodrigues tem sabido acompanhar-se de bons técnicos para a elaboração de projectos credíveis. O que está errado é o facto da maioria destes projectos apenas contemplarem a Cidade. Esquecendo-se os executivos de forma permanente dos cerca de 22 mil habitantes das Freguesias Rurais.

 

A realização do primeiro PDM em finais dos anos 80, princípio de 90, pecou por ser tardio. E elaborado encima do joelho. Dando assim origem a que milhares de jovens abandonassem as Aldeias do nosso Concelho. O mais grave foi o facto de muitos destes comprarem habitações fora do Concelho.      

 

“Os Senhores Presidentes das Juntas passam parte das suas vidas num constante rangomango (como que um motor descumandado) a pedirem esmolas junto da Câmara. Em vez de realizarem reuniões conjuntas no sentido de exigirem á câmara um plano para as grandes obras a realizar nas Freguesias Rurais. Cabe á Câmara realizar as obras nas Aldeias em pé de igualdade relativamente á Cidade. Alguns presidentes de juntas dirigem-se isoladamente ao Senhor Presidente da Câmara provavelmente pensando que conseguem desta forma mais benefícios para as suas Juntas. Não nos esqueçamos que: existem 5 Freguesias da cidade que integram grandes áreas Rurais com Aldeias incorporadas. Motivo porque: os Senhores presidentes das 17 Juntas de Freguesia são responsáveis em pé de igualdade com a câmara, pelo abandono das Aldeias. Dado que as Juntas a troco de alguns protocolos, e meia dúzia de tijolos e areia, alimentam grandes injustiças politicas penalizando assim as suas Freguesias.

 

Para melhor domínio das Juntas Rurais por parte do executivo Municipal, foram extintos os poderes concedidos a um vereador para coordenar as necessidades das Juntas de freguesia. Conclusão, infelizmente está provado que: sendo o executivo da Câmara composto pela grande maioria dos elementos naturais e residentes na Cidade. Daí a defesa do engrandecimento da sua terra Natal. Em desfavor do resto do Concelho. Caso o executivo não concorde com o meu raciocínio, este órgão “colegial” deverá informar os munícipes sobre outros motivos que o levaram a tamanho desprezo pela parte Rural do Concelho.

 

A câmara ao longo de quase duas décadas apenas construiu obras para rede de esgotos num número muito reduzido de localidades, “quando o Concelho é composto por cerca de 80”. E sem estações de tratamento com condições satisfatórias. Lembro que, as pouquíssimas obras para saneamento básico realizadas nas Aldeias, algumas destas já se encontravam realizadas pelos executivos dos Senhores: Casimiro Pereira, e Professor Arnaldo Santos.

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