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Direcção do Atlético Riachense explica as razões da não subida de divisão

 

A direcção do Clube Atlético Riachense convidou sócios e jornalistas, na quarta-feira, dia 3, para explicar porque razões optaram por não subir de divisão. O riachense ganhou no campo o direito à subida e a inédita decisão de não subir de divisão, da actual direcção, não foi consensual.

 

Presentes na reunião estiveram a direcção e os restantes órgãos sociais do clube. Jorge Pereira, o Presidente, começou por explicar que aquela fora «uma decisão difícil» e que sabiam de antemão que iria «gerar controvérsia», pois nem todos «iriam estar de acordo». A direcção justificou a decisão dizendo que tiveram em conta uma série de factores e que foram todos tidos em conta, avançando que a subida apontaria para uma subida de custos na gestão do clube, o que seria incomportável, ao que se associaria «a probabilidade de ir “cair” na série E do nacional», o que seria factor para um maior afastamento dos sócios da equipa, já que obrigaria o clube a deslocações maiores e sendo a série mais competitiva o riachense, muito provavelmente, estaria arredado da luta pelos primeiros lugares. O campeonato regional, por sua vez, afigura-se como «mais atractivo pela sua competitividade, e acima de tudo, acima dos aspectos desportivos, é mais fácil garantir a estabilidade do clube», pois no campeonato regional «gerem-se melhor as despesas e a vida do clube». Subindo de divisão, para manter o nível competitivo que até agora o riachense teve, teria de «apostar em ter um plantel mais caro». Participando no campeonato distrital, onde militam os tradicionais rivais do riachense, aumenta a possibilidade de haver melhores receitas em casa, pois o interesse que os jogos despertam é maior.

 

A direcção continuou a apresentar as justificações da decisão lembrando que na região há clubes que estão em pior situação financeira que o Clube Atlético Riachense, «Sabemos todos das dificuldades dos nossos vizinhos, como é o caso dos Ferroviários que pediu a insolvência, ou como a situação que se vive no Clube de Torres Novas. E isso é o que não queremos para o Clube Atlético Riachense», e rematou Jorge Pereira, «Não devemos ter aspirações descontextualizadas da realidade actual». Em seguida recordou que os apoios financeiros, das entidades governamentais ou das empresas, «são cada vez menores», pois como é sabido «o país está a atravessar dificuldades». A terminar a sua argumentação declarou, «Quando vemos a casa dos outros a arder temos de tentar que a nossa não arda também», disse justificando de um forte controlo financeiro.

 

Luís Miguel Lopes

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