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Editorial

A Europa no século XX so freu a tragédia que foram as duas grandes guerras. Depois da primeira guerra mundial, essa hecatombe que assolou o mundo há cerca de um século, muito se escreveu sobre o sofrimento e a morte que atingiram tantos milhões de seres humanos.

Então, perante tal calamidade, dizia-se que não seria possível de novo acontecer. Fora demasiado o que a humanidade teve de suportar. A experiência da guerra era insuportável. Mas parece que o homem não aprende com a História. Passados apenas cerca de vinte anos, uma calamidade maior abateu-se sobre a Europa, sobre o mundo. Aqui o homem atingiu níveis de crueldade impensáveis e sempre com armas mais potentes e destrutivas: foi a segunda Grande Guerra.

Felizmente que, desde então, com raras excepções. A Europa tem vivido tempos de paz. Temos muitas gerações que nunca passaram pela experiência da guerra. Mas no tempo presente há sinais inquietantes no Mundo e na Europa que podem anunciar ventos de guerra. Há sinais de agitação e de intranquilidade que nos devem levar à reflexão sobre os caminhos que ora vamos trilhando.

Olhando para o médio oriente onde a violência é crónica e parece sem remédio até ao extremo oriente onde agora grassa uma preocupante agita- ção, vemos que da Síria a Hong Kong o conflito é a dolorosa realidade. Na América Latina por estes dias há focos de destruição e violência. E por cá, por esta velha Europa não estaremos em tempos de guerra, mas às vezes uma pequena chama provoca um grande fogo. Olhemos para o Reino Unido, atentemos na Catalunha e nos coletes amarelos em França. Não deixemos alastrar o fogo.

O Pe. António Vieira, chamava-nos a atenção para este monstro, que está sempre à espreita: «É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta». Que a Europa não se canse da Paz.

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