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O que se pede, não se respeita

A nossa cidade pode ter pouca gente ao fim de semana. No entanto, durante a semana e na época escolar, as escolas fervilham de alunos. Os intervalos estão cheios de cores, sorrisos e gritos. Nas aulas estudam, ouvem o professor e alguns como é normal fazem desacatos; estão desatentos e de vez em quando são mandados para a biblioteca para se acalmarem. Penso que nunca houve aquela violência em que o aluno bate no professor como acontece em várias regiões do nosso país.

Cada escola tem um leque de atividades para os alunos ocuparem os tempos livres após as aulas. Podem participar no desporto escolar, na música, na dança, no teatro entre tantas outras áreas. Está tudo ali, basta querer e aproveitar.

Mas como diz o ditado: nem tudo o que brilha é ouro. Existem “meninos e meninas” que passam o dia a esfumaçar, a atirar copos de plástico e garrafas de vidro para o chão. Ligam as colunas nos decibéis mais altos sem se importarem que ali há apartamentos onde vivem pessoas que trabalham e precisam de descansar. E ai daquele senhor ou senhora que lhes pede educadamente para não fazerem tanto barulho. São mal-educados e ainda fazem  pior.

Também no Jardim das Rosas, na zona do parque infantil veem-se adolescentes em cima dos baloiços, a trepar aquela estrutura tipo montanha. E mesmo que alguém lhes chame a atenção ainda se riem na cara das pessoas. Por isso muitas vezes os pais que levam as crianças até lá dizem que o parque não tem condições, porque está quase tudo destruído.

Onde eu vejo mais respeito é no TUT. A malta gosta de ir em pé lá atrás, muitas vezes aos saltos como já assisti, mas os motoristas têm fibra e mandam-nos sentar, porque se algum cair a culpa é dele(a). E assim conseguimos ter uma viagem sem gritaria e piadas sem piada.

Estes exemplos que dou acontecem diariamente em Torres Novas. E só não vê quem gosta de fechar os olhos. Por isso peço à Autarquia que coloque um segurança durante a tarde no Jardim das Rosas para que haja preservação do parque infantil e também do meio ambiente. Porque se não há violência física contra os professores há a violência ambiental, como deitar lixo para o chão, quando têm caixotes do lixo ao seu lado. Estou a lembrar-me também daquele caso em que alguém pintou um muro da entrada da cidade apelando ao voto dum determinado partido político. Alguém achou muito bem, pois quem o fez, foi para dar a sua opinião. Pois acho, que para se dar a sua opinião podem ser escolhidas paredes velhas, jornais, páginas pessoais para libertar o que lhe vai na alma. Imaginem se todos opinassem assim. Há que ter um meio termo e chegar a um consenso para que ninguém fique prejudicado, como está a acontecer.

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