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Editorial

Decorreu neste mês de Outu bro o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza. Gesto bem intencionado mas nada alterará da realidade se for mais um ritual dos dias comemorativos. É um objectivo da humanidade erradicar a pobreza extrema em todos os lugares até 2030. Perante a situação presente, já seria notável reduzir a pobreza, este flagelo que continua a negar uma vida verdadeiramente humana a tantos e tantos milhões de pessoas por todo o mundo. E as crianças são um grupo extremamente exposto à pobreza. Segundo dados oficiais 330 mil crianças estão em risco de pobreza em Portugal.

Ninguém fica em situação de pobreza por opção ou por culpa própria, são as condições da existência, nomeadamente a justiça dos salários ou a da distribuição de riqueza que causam essa situação. As políticas deveriam ter como objectivo alcançar uma sociedade justa e visar uma vida digna para toda a pessoa mas muitas vezes perdem-se em questiúnculas que não têm como preocupação o bem comum.

A pobreza é uma chaga social que deveria envergonhar, em primeiro lugar quem governa que em vez de tomar medidas que concentram a riqueza e tornam os ricos cada vez mais ricos, deveria ter como primeira preocupação a justiça social.

Causa espanto e inquietação que entrados neste terceiro milénio ainda reine no mundo tanta fome e tanta miséria. Não é certamente por escassez de recursos naturais que eles seriam suficientes para todos se fossem equilibradamente distribuídos, nem será por falta de recursos tecnológicos. A humanidade atingiu um nível de desenvolvimento técnico e científico que, por si, permitiria dar resposta à pobreza e à fome. Não podemos falar de excesso de população mas de má distribuição de recursos. Que o dia da erradicação da pobreza seja mais do que uma celebração.

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