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Editorial

Há seres humanos que passam pela vida e deixam a marca da sua passagem duma forma indelével. Recusam a passividade e a indiferença perante os problemas que afectam o mundo. Mas fazem da participação solidária a bandeira da sua vida. Assim foi Manuela Silva que há poucos dias nos deixou. Ela cumpriu bem o seu papel e não recusou obedecer ao chamamento que o tempo em que viveu lhe fez.

Mulher sempre atenta e activa soube combater o bom combate pelas boas causas. Esteve várias vezes em Torres Novas para participar em conferências e debates que pretendiam levar à reflexão sobre temas como a paz, a pobreza, as relações sociais. Os pobres e os mais humildes puderam contar sempre com a sua atenção e empenho. Desempenhou vários cargos de relevo a nível nacional e internacional o que lhe permitiu intervir na resolução de questões fundamentais. Foi Professora, Secretária de Estado e esteve sempre na frente da acção política e cultural. Fez do combate pela justiça social e pelo desenvolvimento um dos motivos da sua vida. A Assembleia da República reconheceu o seu empenho e valor e, por unanimidade, aprovou um voto de pesar por ocasião da sua morte.

Pertenceu ao Movimento Internacional de Intelectuais Católicos e, muitas vezes sendo uma voz crítica de algumas posições da Igreja, deixou-nos o exemplo e a acção de uma católica esclarecida, deixou-nos o exemplo de uma vida cristã empenhada na transformação do mundo.

Aqui fica esta breve referência à vida de uma mulher que não se conformou com o estado do mundo e que contribuiu para que, depois dela, o mundo esteja melhor. É também o seu exemplo cívico que nos enche de esperança.

 

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