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A portugalidade exige aumento da natalidade

Criar condições para aumentar a natalidade já é terreno repisado e chuva molhada nas propostas de alguns partidos que querem creches gratuitas até aos três anos, para todas as crianças, e outras medidas tendentes a suavizar os impactes familiares.

Mas como passar da teoria à prática, pondo a funcionar escolas específicas, de forma que os salários de um casal, com dois filhos por exemplo, não sejam engolidos de imediato só por ter os filhos nas creches, ainda não se viu.

E talvez seja a medida capital porque é evidente que em casa tem de, mensalmente, entrar o produto do trabalho para sustento da família. É do conhecimento geral que se trata de um tema complexo como é também a opinião de demógrafos e sociólogos.

No programa do PSD e CDS de 2015, estava a proposta para que pais e avós pudessem trabalhar meio-dia e receberem 60% do ordenado, ideia que viria a ser aprovada nesse mesmo ano mas apenas para a função pública.

O cabeça de lista do PS às europeias, Pedro Marques, anunciou que o seu partido vai propor que os fundos comunitários passem a financiar as políticas de habitação e a criação de redes de equipamentos destinadas à primeira infância. Para as próximas eleições, o PSD tem mais propostas, neste domínio, para só falar de alguns partidos.

Sabe-se que faltam casas de rendas acessíveis nos maiores centros urbanos, mas também no interior, pelo que terá de haver uma conjugação de vários setores, com políticas coordenadas. Assim, os frutos podem surgir mas é preciso implementar tudo isto, é que ontem já era tarde. Desta forma, a portugalidade poderá ficar assegurada e o país contribuirá para rejuvenescer a Europa.

 

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