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Editorial

Aí está a campanha eleitoral para a Assembleia da República. Diríamos que esta campanha tem estado sempre presente nos jornais, nas televisões, sobretudo nos últimos meses. Mas é agora que formalmente ela começa. A campanha eleitoral pretende ser ocasião de esclarecimento para os eleitores. E convém que todos procurem esse esclarecimento para que o voto resulte dum acto político consciente. E já que é utópico propor que todos conheçam os programas dos partidos, pois é muito raro aquele que os aborda, devem os eleitores ouvir, ler as principais propostas eleitorais para que o voto seja esclarecido.

É certo que os cidadãos estão cansados de falsas promessas, de promessas não cumpridas, de propaganda dema- gógica. Mas apesar disso deve-se procurar discernir o que é palavreado eleitoralista, do que é proposta realista; deve-se procurar distinguir o que é caça ao voto do que é proposta séria; deve-se olhar para o passado dos partidos e ver o que foi o seu comportamento anterior.

O acto eleitoral é de fundamental importância pois dele depende a orientação da nossa vida social nos próximos anos. Votar é um dever e não podemos abdicar de ter uma palavra a dizer. Alguém disse: Quem sou eu se não participo?! E a votação é o momento de me empenhar na vida colectiva. Nos últimos anos a abstenção tem vindo a aumentar. E este é um sinal de fraqueza da democracia. A abstenção significa indiferença pelo nosso destino comum e reforça um dos principais males da democracia que é o fosso que se alarga entre eleito e eleitor. Podemos perguntar: Com tanta abstenção quem é que os deputados representam? Certamente que recusamos estar alheados e indiferentes à realidade que de forma tão forte diz respeito à nossa vida.

Em Outubro vamos eleger aqueles que nos representam nos próximos quatro anos. Então vamos a isso.

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