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Editorial

Insistimos. Trazemos aqui de novo o facto de se estar a iniciar o ano lectivo. Parece-nos merecer a nossa reflexão pela importância fundamental que a educação escolar tem, ou deve ter, para qualquer sociedade.

E hoje incide este texto sobre um dos principais actores do acto educativo: o professor. Todos guardamos boas e más memórias dos professores que na vida se cruzaram connosco. Mas o que resta no fundo da nossa memória é sempre uma imagem positiva da maioria daqueles que um dia nos ensinaram e nos levaram a aprender.

Mas hoje, em qualquer abordagem sobre a profissão docente, apercebe-se um cansaço generalizado e um desânimo. Como se chegou a isto? A escola tem sido o lugar onde gradualmente o professor vem sendo desva- lorizado, desconsiderado. Sujeito a uma burocracia asfixiante, são-lhe impostas mil e uma tarefas que o afastam do seu papel principal no ensino-aprendizagem.

Sujeito a modas que introduzem medidas pomposamente anunciadas como um novo discurso pedagógico mas que só criam descrença e instabilidade porque passam logo mal chegue um novo ministro. Desde há muitos anos nos habituámos a qualquer responsável político a fazer da escola o seu brinquedo. E os professores só pedem que os deixem ser professores.

Além de tudo isto, como causa de profundo desgaste, há na escola indisciplina e agressividade para as quais não há resposta eficaz mas muita indiferença e passividade.

Hoje, muitos professores parece que estão vencidos. É tempo de erguer a cabeça e recuperar a alegria de ensinar e aprender. São os alunos, as gerações mais jovens que exigem um novo caminho, uma escola onde se ensina e onde se aprende, não esquecendo nunca que os actores que se movimentam nas escolas são pessoas.

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