Home > editorial > Editorial

Editorial

Chegaram os primeiros dias de setembro. Outrora era o tempo da chegada das primeiras chuvas. Então, quando nos arredores de Torres Novas verdejavam os figueirais e ainda se apanhavam os últimos figos, tantas vezes, tinha de se correr a salvar os tabuleiros das passas que as chuvas chegavam de surpresa como que a anunciar o Outono. Agora nem chuvas nem figueirais. Nem se ouvem já, ecoando pelos montes as canções dos migrantes que andavam na safra da apanha do figo.

Outrora estes primeiros dias de Setembro eram como que um tempo de apaziguamento depois dos cálidos dias de Verão. Hoje o calor, como podemos sentir por estes dias, entra por Setembro dentro, impiedoso e sem pinga de chuva.

Acabaram as férias, esse tempo em que podemos dispor mais do nosso tempo sem a obrigação de cumprir horários. Regressamos ao trabalho. Começa o ano escolar. Em breve as nossas ruas animam-se com o trajecto de e para as escolas e os pátios escolares enchem-se de movimento e falazada.

E, sobretudo, os sonhos povoam os espaços escolares neste tempo de recomeço, para tantos, de mais uma etapa na vida. É assim também este um tempo de esperança para crianças e jovens. A escola é o lugar onde se alimentam sonhos, se abrem caminhos para a vida e se ganham asas para voar mais alto. Por isso não podemos desvalorizar a função educativa, alicerce da vida individual e suporte da vida colectiva. Pelo contrário temos de olhar para o ensino-aprendizagem como tarefa de suma importância para toda a sociedade.

Por estes dias a escola é um lugar de esperança, para professores e para alunos. Que os sonhos não saiam defraudados neste ano que agora se inicia. Pais, professores e responsáveis políticos são para aqui chamados.

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook