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Da leitura do Jornal: Três pragas e a Ilha dos Amores

Sento-me à mesa do café e o jornal dá-me notícia de três invasões que Portugal sofre neste momento. Surgem três pragas a comprometer a qualidade da nossa vida, o nosso bem-estar, como prenúncio de um qualquer apocalipse, uma vem do ar, outra da terra e a última da água.

A que vem do ar e que se estende de norte para sul comprometendo o equilíbrio ecológico chama-se “vespa asiática” e é uma ameaça para as pessoas mas sobretudo ataca as nossas abelhas produtoras de mel. Não há colmeia que resista aos seus ataques.

A segunda calamidade é uma infestação do javali. Queixam-se os agricultores de muitas zonas do país que são destruídas culturas, sobretudo milheirais. O nosso velho conhecido porco montês está por aí, imparável, fazendo das suas.

A terceira praga – que não será a última pois andam por aí muitas – é a invasão pelo jacinto de água de ribeiros, lagoas e charcos, comprometendo pescas e a qualidade da água.

Eu, que ia para tomar uma bica curta, dando início ao meu dia, sou assim apanhado pelas notícias do jornal que me deixam preocupado com todas estas ameaças para os agricultores em particular e para o país em geral. Mas continuando a ler o mesmo periódico deparo com a surpreendente notícia de que o presidente Trump propôs-se comprar a ilha da Gronelândia, o que lhe foi recusado deixando-o muito desgostoso.

Então surgiu no meu sempre iluminado cérebro uma ideia deveras brilhante. Por que não propor a Trump que nos compre a Ilha dos Amores, essa ilha a que os portugueses aportaram em finais do século XV? Da Ilha dos Amores faz o nosso vate Camões uma exuberante e fresca descrição. Realmente para que queremos nós a Ilha dos Amores já com tantas ilhas, das Berlengas aos Açores e Madeira. São ilhas a mais. Com a venda o sr. Trump ficava contente e nós arranjávamos dinheiro para responder a calamidades como vespas, javalis, jacintos e outras pragas que por aí andam a atormentar-nos a vida.

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