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Editorial

Os jornais têm o dever de estar atentos ao real. Têm uma missão: alertar para o que está mal para tentar corrigi-lo; elogiar aquilo que está bem para o conservar e desenvolvê-lo.

Um dos problemas que presentemente afecta a natureza e a sociedade é a generalizada degrada- ção do meio ambiente. Soam os gritos de alerta, diz-se que é urgente alte- rar as coisas, mudar de rumo. No número anterior do jornal O Almonda, três textos vêm mais uma vez assinalar o problema. «O maior inimigo do planeta tem sido o homem» (p. 12); «É evidente que todo o mundo terá de comprometer-se em adoptar soluções imediatas se todos nós quisermos proteger a vida na terra» (p.19); «com esperança que, urgentemente, todos possamos compreender que a Natureza é finita (…) antes que seja tarde (p. 20).

Assim, mais uma vez deixamos um grito de alerta até porque, por estes dias, a Amazónia, arde, sujeita a interesses económicos, pondo em causa o presente mas sobretudo o nosso futuro. E em uníssono, por todo o mundo levantam-se vozes clamando contra esta catástrofe provocada pela mão do homem. E O Almonda diz presente neste bom combate e quer ser mais uma voz erguida antes que seja tarde.

Faltava este crime ambiental como que a coroar a degradação que tem sofrido aquela região do Brasil. Serão irreversíveis os danos causados ao nosso planeta como o aquecimento global, co- mo o degelo polar e a consequente subida dos oceanos? Dizem-nos os cientistas que é cada vez mais tarde para agir pois este não é um fenómeno cíclico mas o desenvolvi- mento linear de uma situação provocada pelo homem.

É preciso que a nossa consciência acorde, para tentar travar a catástrofe anunciada. Antes que seja tarde. Todos somos responsáveis. Todos somos chamados a ser os guardiães da vida na terra.

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