Home > Crónicas > Finalmente a paz em Moçambique

Finalmente a paz em Moçambique

Vale mais tarde do que nunca, mas como foi possível só agora a Frelimo, Frente de Libertação de Moçambique e a Renamo, Resistência Nacional Moçambicana, após quarenta e quatro anos de independência, chegarem a um acordo de paz e reconciliação? E como puderam estes políticos dar-se ao “luxo” de agarrar uma guerra fratricida, em vez de terem projetado o futuro, com um país imenso mas desprovido de quase tudo? Não aprenderam nada com a guerra de guerrilha e isso é muito desolador para os povos, porque infelizmente são muitos casos, é que os decisores em inúmeras circunstâncias são egocêntricos, não são homens de estado.

Mas é preciso dizer que este é o terceiro acordo, isto é, já foram assinados dois para nada, pelo que a comunidade internacional, nomeadamente a União Europeia, com a presença em Maputo da Alta Representante para a Política Externa, Federica Mogherini, aguarda que desta vez seja a valer.

Com eleições em outubro, os políticos querem fazer comícios por todo o país, mas há ainda matérias importantes a encaminhar como seja a integração dos militares da Renamo nas forças armadas e na polícia. Acresce que antes da assinatura, homens armados atacaram um autocarro e um camião na Gorongosa, pelo que é preciso negociações complexas e conclusivas.

Os moçambicanos ainda têm para resolver os impactes devastadores dos ciclones Idai e Kenneth que assolaram a região da Beira, e não são coisas menores.

Para mim um dos casos mais mediáticos é o de Israel com a Palestina, dois povos obrigados a viver juntos há décadas, dois inimigos insuportáveis que apenas sabem disparar um contra o outro, com terras que são do outro, numa região com tudo para ser modelo de sã convivência. E só poderiam ter a ganhar com outro tipo de políticas, talvez muito fácil, não fora a influência nefasta de outros países.
Finalmente

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook