Home > Teresa Tapadas > Fogo de artifício

Fogo de artifício

través da janela do meu quarto de hotel, acabo de ver dez minutos de espetáculo pirotécnico verdadeiramente fabuloso! Estamos no verão, mas em certos países da Europa, por incrível que pareça não há incêndios nesta época do ano e como tal, é permitido fogo de artifício. Por momentos, recuei no tempo uns quantos anos… Corria o ano de 1991. Tinha recebido o traje do Rancho há um ano e ia pela primeira vez numa saída a Viana do Castelo. Um festival internacional de folclore dos mais importantes de Portugal, integrado nas Festas da Sra. da Agonia. Por norma regressamos sempre a Riachos mas desta vez pernoitamos lá. O caminho foi tão longo e demorado como divertido. Ainda mal tínhamos acabado de sair do largo, já os lanches estavam a ser partilhados a par com as cantigas que todos conhecíamos! Oh se conhecíamos. Algumas com direito a coreografia e tudo.
Dez minutos de atuação. No topo da escada um semáforo. Assim que acendesse o verde tínhamos luz, som e autorização para entrar em palco. Assim que acendesse a luz amarela era tempo de sair pois assim que acendesse o vermelho, o som e a luz de palco seriam imediatamente desligados. No final da noite o fogo de artifício. Foram os trinta minutos mais mágicos que tenho memória de ter vivido! Um misto de emoções. Espanto, alegria, gratidão. Todo um céu, repleto de cores variadas que iam surgindo numa sequência contínua e perfeita. Perfeita e em sintonia com a música que se ouvia… o tema Conquest of Paradise do grupo Vangelis. Quando terminou, estava eu e estávamos todos sem palavras. E palavras para quê se TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É TRISTE (pelo contrário) TUDO ISTO são COISAS e CENAS & CENAS e COISAS

Deixe-nos o seu comentário pelo facebook